Responsável pelas investigações no âmbito da Polícia Civil sobre o suposto assédio sexual que teria sido praticado pelo vereador Jorge Ferreira (PMN) contra uma jovem de 17 anos, a delegada Ludmila Perfeito foi ouvida pelos integrantes da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. A titular da Delegacia de Orientação e Proteção à Família prestou esclarecimentos, sendo que o presidente do colegiado, Marcelo Borjão (DEM), adiantou que ela descartou o crime, ponderando que pode ter havido perturbação do sossego.
“Fiz questão de perguntar a ela se houve o assédio”, disse o democrata, justificando que o colegiado optou por ouvir Ludmila porque é a responsável pelas investigações. Segundo Borjão, objetivo é casar o depoimento dela com os que já foram colhidos na sindicância instalada pela Comissão de Ética um dia depois dos fatos terem vindo à tona, no fim de maio. Desde então já foram ouvidos o pai da menor, o comerciante J.S.F., a própria jovem, bem como o vereador professor Godoy (PTB) e o próprio Jorge Ferreira.
A meta é concluir os trabalhos antes do recesso de plenário, que começa no dia 11, ou seja, para que o relatório final seja levado ao crivo da Casa ainda em julho. Borjão adianta que não deverá convocar mais nenhum depoimento. Esta é segunda vez que Jorge Ferreira se vê investigado por uma comissão sindicante – a primeira no início do mandato, em 2009, também por denúncia de assédio sexual e devolução dos salários de dois assessores do seu gabinete.