POLÍTICA

Delegados em formação na capital não chegarão a Uberaba

Cidades que estão sem delegados têm prioridade e a quantidade de formandos não cobre a vacância do Estado

Marília Mayer
Publicado em 30/06/2019 às 20:32Atualizado em 17/12/2022 às 22:07
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Nenhum dos delegados em formação em Belo Horizonte deve vir para Uberaba. Isso acontece porque a quantidade de profissionais que vão formar não é suficiente para cobrir a vacância do Estado.

“Nós temos muitas comarcas no Estado sem delegado. Situações de delegados respondendo, às vezes, por sete ou oito cidades, então, há a necessidade de colocar pelo menos um delegado nesses locais antes de se pensar nas cidades maiores”, explica o delegado Francisco Eduardo Gouvêa Motta, chefe do 5º Departamento de Polícia Civil.

Ainda, com base na resolução que dispõe sobre a estrutura administrativa de delegados e escrivães, o quadro do município está completo. Porém, o documento publicado há 10 anos está defasado.

Além disso, dois delegados da cidade devem se aposentar em até um ano.

“Existe uma tratativa com o governo pra ver se consegue aumentar o número de delegados ou que se autorize a abertura de um novo concurso”, afirma Motta. Cada delegado da cidade tem em média 1.500 inquéritos em andamento

Por uma questão estratégica, a Polícia Civil não informa a quantidade de pessoas atuando na estrutura administrativa, especialmente, de delegados e escrivães.

Porém, em entrevista concedida ao JM Online, o chefe do 5º Departamento de Polícia Civil, delegado Francisco Eduardo Gouvea Motta, revelou que cada delegado de Uberaba tem, em média, 1.500 inquéritos em andamento.

“Você tem uma quantidade de cometimento de crime diários, você tem os flagrantes. Então o delegado tem que concluir o flagrante porque é réu preso, priorizando acima do inquérito policial instaurado. Você fazer o acompanhamento de 100 inquéritos é uma coisa, mas de 1.500 inquéritos de uma vez, é outra coisa e não para”, analisa o delegado-chefe.

Além do alarmante número de investigações em andamento, o tempo gasto para se apurar cada crime é um fator que pode travar o fluxo.

O delegado considera também que é importante que se pense em políticas públicas que englobem a segurança pública como ao enfraquecimento da família e a perda de valores.

“A vida das pessoas perdeu a importância. Antigamente, quando alguém era assassinado havia uma importância muito grande. Hoje em dia, você lê o jornal, passa pela parte de crimes contra a vida ou contra o patrimônio como se tivesse lendo uma tirinha de história”, analisa Motta.

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