O pré-candidato Paulo Piau também critica o novo prazo defendido pelo prefeito Anderson Adauto para a escolha do nome do partido. Para ele, o dia 20 de maio extrapola o limite necessário para as articulações com outras siglas, tendo em vista que a data está a vinte dias do início das convenções partidárias. “Sem justificativa, Anderson quer empurrar para a frente a decisão do PMDB. Se os objetivos fossem claros, nós debateríamos a questão”, coloca o peemedebista, destacando que se isso efetivamente ocorrer, o partido pode ficar de fora das eleições municipais de 2012.
Paulo Piau aponta como exemplo a derrota do então senador Hélio Costa para o Governo de Estado, cuja campanha foi coordenada pelo próprio prefeito de Uberaba. Conforme avalia, se houvesse a definição antecipada em torno da candidatura dele, talvez o peemedebista venceria as eleições em 2010. “O prefeito sabe o que é coordenar uma campanha e tem a de Hélio Costa como exemplo”, diz.
Paulo Piau também destaca que AA não tem legitimidade de conduzir as decisões em nome do PMDB. “Ele pode comandar somente o processo de eleição da coligação junto com os outros partidos da base aliada. O prefeito é apenas o comandante de uma coligação de partidos que dá apoio à sua administração”, afirma. Por fim, ele diz ainda que a legenda não possui ninguém para dar andamento às discussões internas. “E se alguém tem que fazer isso, que seja o pré-candidato”, conclui.