Cinco comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Câmara dos Deputados vão retomar as atividades em fevereiro. Dois deputados ligados a Uberaba estão trabalhando em investigações realizadas pelo Legislativo.
Duas CPIs estão perto do fim, a dos Maus-Tratos a Animais e a do BNDES. Nessas não há nenhum parlamentar local trabalhando. As outras três (CPIs dos Fundos de Pensão, dos Crimes Cibernéticos, e do Incra e da Funai) vão manter as investigações pelo menos até março e abril.
Os deputados federais Adelmo Carneiro (PT) e Marcos Montes (PSD) são membros titulares da CPI do Incra e Funai. E Montes é suplente na CPI que investiga os Fundos de Pensão.
Na CPI do Incra e da Funai, com funcionamento previsto até 19 de abril, o presidente da comissão, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), quer foco nas diligências que poderão comprovar, in loco, as supostas irregularidades nas demarcações de terras indígenas e quilombolas.
O presidente da CPI dos Fundos de Pensão, deputado Efraim Filho (DEM-PB), explicou que os técnicos da comissão, com o apoio da Polícia Federal, mantiveram as investigações durante o recesso parlamentar, atualizando as informações diante dos desdobramentos da Operação Lava Jato.
A CPI dos Fundos de Pensão funciona até 19 de março, mas Efraim não descarta pedir nova prorrogação. "A CPI tem cumprido o papel importante de jogar luz onde havia pouca transparência, que é a gestão dos fundos de pensão, que movimentam um patrimônio de cerca de R$ 350 bilhões", afirmou.