POLÍTICA

Deputados com base em Uberaba votaram sim pelo fundão de R$ 5 bi

Gisele Barcelos
Publicado em 17/07/2021 às 14:52Atualizado em 19/12/2022 às 02:49
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O aumento do valor a ser repassado ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral, gerou reação esta semana durante a votação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2022. Aprovada na quinta-feira (15) pelo Congresso Nacional, a LDO do próximo ano criou uma fórmula para o cálculo do montante a ser repassado ao fundo, que vai passar de R$2 bilhões para R$5,3 bilhões. Com isso, deputados federais que votaram a favor da medida foram alvo de críticas nas redes sociais.

Na Câmara Federal, foram 278 votos favoráveis e 145 contrários. Já no Senado, o placar foi de 40 votos a favor e 33 votos contrários. O texto segue para sanção presidencial. Dos parlamentares com base eleitoral em Uberaba, os deputados Aelton Freitas (PL), Franco Cartafina (PP) e Zé Silva (Soliedariedade) votaram favoravelmente à aprovação da LDO com fundo eleitoral de R$5,7 bilhões. 

Em entrevista à Rádio JM, Franco Cartafina argumentou que a votação nominal feita na Câmara era apenas para aprovar o texto base da LDO e o trecho referente ao fundo eleitoral era um destaque da proposta. “Quando faz um destaque, tira esse pedaço do texto do projeto. No projeto aprovado, o destaque que foi feito [do fundo eleitoral] não estava. Foi votado posteriormente e a votação do destaque do fundo eleitoral não foi nominal. Não houve votação no painel eletrônico. A mesa conduziu com votação simbólica”, alegou, sem esclarecer se apoia ou não o aumento do fundão.

O deputado Zé Silva também manifestou à Rádio JM que não houve votação específica do fundo eleitoral, mas sim da LDO onde estava incluída a votação do aumento do fundão. “Não tem como falar quem votou favorável ou contra o aumento, porque não houve votação separada. Teve votação do consolidado, onde estão os recursos para todos os setores que o governo federal precisa”, declara.

No entanto, o parlamentar defendeu abertamente o financiamento público de campanha. Ele se declarou favorável e justificou que a destinação de recursos públicos é necessária para democratizar a participação de pessoas de diversos segmentos nas eleições. “Eu tenho convicção e defendo o financiamento público de campanhas políticas. O Brasil já passou por problemas porque não tem transparência no financiamento privado. Além disso, o financiamento público permite que trabalhadores disputem as eleições. Com recurso privado, só quem tem muito dinheiro terá mandato”, justificou.

Já o deputado Aelton Freitas disse que pertence a um grupo político e o voto seguiu o posicionamento da bancada do partido. “Somos liderados e nada vai a votação se não tiver feito acordo, discutido e aprofundado no assunto. O liderado segue orientação partidária”, finalizou.

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