POLÍTICA

Deputados de Uberaba não estão em relação de cabeças do Diap

Partidos da base de sustentação do governo – PT, PMDB, PCdoB, PP, PR, PSD e Pros – reúnem 52% da elite do Congresso

Marconi Lima
Publicado em 06/09/2015 às 15:17Atualizado em 16/12/2022 às 22:25
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Liderança ou vice-liderança de partido, presidência de Comissão Especial, presidência de partido, ou liderar uma frente parlamentar. Aos olhos mais distantes do dia a dia do Congresso Nacional, algum deputado federal que se encaixe em alguns desses requisitos poderia entrar na linha dos chamados políticos diferenciados. Mas não é o que o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) leva em conta para eleger os “cabeças” daquela Casa Parlamentar.

Na definição do Diap, aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades são os chamados “cabeças”. Entre os atributos que caracterizam um protagonista do processo legislativo, segundo o Diap, destaca-se a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão. Enfim, é o parlamentar que, isoladamente, ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar seu papel e o contexto para desempenhá-lo.

E nem um dos deputados ligados a Uberaba (Adelmo Carneiro/PT, Aelton Freitas/PR, Caio Narcio/PSDB, Marcos Montes/PSD e Zé Silva/SD), segundo o Diap, reuniu as qualidades citadas. Nem um deles está entre os 100 cabeças do Congresso Nacional, lista que reúne deputados e senadores em exercício de mandato. Entre os 100 parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso, 62 são deputados e 38 são senadores.

Os partidos da base de sustentação do governo – PT, PMDB, PCdoB, PP, PR, PSD e Pros – reúnem 52% da elite do Congresso. Destes, o PT lidera com 24 nomes, seguido do PMDB, com 12. Logo depois vêm o PCdoB, com seis, o PP, com cinco, o PR, com três, o PSD e o Pros com um parlamentar cada. Embora se declarem independentes, votam majoritariamente com o govern PSB, com oito, PTB, com quatro, PDT, com três, e o PV com um parlamentar. Já a oposição, com 29% da elite, é liderada pelo PSDB, com 14 parlamentares, o DEM, com sete, o Psol e o SD, com três cada, e o PPS, com dois.

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