Os deputados estaduais de Minas Gerais gastaram de janeiro do ano passado até janeiro de 2016 quase R$11 milhões com locação e fretamento de veículos; combustível e lubrificante; consultoria, assessoria e pesquisa e mais a divulgação da atividade parlamentar, conforme levantamento do site “Olho Neles!” dedicado a monitorar o uso da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap).
Cada deputado tem direito a uma verba indenizatória no valor de R$20 mil. Com este valor, o parlamentar pode cobrir despesas com hospedagem; alimentação; divulgação da atividade parlamentar; combustíveis e lubrificantes; locação e fretamento de veículos, serviço de consultoria, assessoria e pesquisa entre outros.
O deputado estadual Antônio Lerin (PSB) ultrapassou o limite de gastos, no mês de dezembro de 2015, da verba indenizatória a que tem direito os parlamentares mineiros. O teto é de R$ 20 mil, mas Lerin ultrapassou os R$28 mil.
De acordo com a resolução da Mesa Diretora que regulamenta o benefício, em caso de ultrapassar o limite, o deputado terá direito a reembolso, desde que tenha saldo remanescente de gastos anteriores. Todos os gastos dos parlamentares com a verba indenizatória são publicados na página da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
As despesas do deputado estadual Tony Carlos (PMDB) são datadas de outubro do ano passado e somaram naquele mês R$19.141,32.
Além da verba indenizatória, no valor de R$ 20 mil, os deputados mineiros têm mais benefícios. O Auxílio Moradia, mesmo para quem tem residência na região metropolitana é de R$4.377,73. Esse montante é somado ao salário de R$25.322.25.
Cada deputado estadual tem ainda disponíveis R$77.698.50 para contratar funcionários de gabinete.