Tachados pelo prefeito Anderson Adauto (sem partido) de desinformados e alheios ao processo de viabilização da fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba, os deputados federais Marcos Montes (PSD) e Aelton Freitas (PR) rechaçaram as declarações, assegurando que AA está equivocado. Ambos asseguram que têm ações comprovadas em prol da viabilização do empreendimento, ao que MM cita que as negociações vêm desde o governo Luiz Guaritá Neto (1993-1996).
Montes também saiu em defesa do secretário Carlos Assis (Desenvolvimento Econômico), que esta semana falou claramente durante evento do G9 sobre o risco de o projeto não se concretizar, ao mesmo tempo em que defendeu a união de forças para garanti-lo. Ao Jornal da Manhã o prefeito desautorizou seu colaborador, mas, conforme MM, Assis “agiu com lisura”. O deputado diz reconhecer que Anderson trabalhou muito pela fábrica, “mas ele não pode ficar falando pelos cotovelos, porque existe esse risco”.
Segundo Marcos Montes, ao participar de uma audiência conjunta das Comissões de Fiscalização Financeira e Minas e Energia na Câmara dos Deputados, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, foi taxativa ao declarar que as unidades de fertilizantes no Espírito Santo e em Minas Gerais estão em avaliação – a reunião com a dirigente aconteceu dia 19 de setembro deste ano. Nesse sentido, ele reforça que Assis cumpriu seu papel ao chamar as lideranças da cidade para unir forças em prol da consolidação do projeto.
Aelton Freitas observa que a preocupação com a viabilização do projeto é tamanha que a planta integra a Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais, a chamada Agenda Minas, que contempla 16 reivindicações consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e social do Estado. De acordo com ele, a bancada mineira na Câmara está trabalhando para a concretização destas ações junto aos governos do Estado e federal.