Coligação que abrigou nome de Keli Cristina Mazeto para prefeita, ingressou no Judiciário visando invalidar eleições
A coligação “Unidos por Conquista”, que abrigou o nome de Keli Cristina Mazeto (PSDB) para prefeita, ingressou no Judiciário visando à invalidação das eleições no município, onde Vera Lucia Guardieiro (PV) foi reeleita. A peça, que vem assinada pelos advogados Paulo Salge e Geovane Oliveira Soares, sustenta a necessidade de revisão dos atos da Justiça Especializada, “em descompasso com a lei e em detrimento da isonomia e da própria lisura do pleito”.
Ainda na petição, o jurídico da coligação justifica o questionamento citando equívocos flagrantemente perpetrados na desenvoltura do trabalho eleitoral e que refletem na legalidade do pleito. Keli foi alçada à condição de prefeitável em substituição ao então candidato e seu pai, Gumercindo Mazeto (PSDB), que renunciou à disputa após ser barrado pela Justiça Eleitoral. A troca se deu no dia 5 de outubro, tendo sido feita nova geração de carga nas urnas.
No dia do pleito, entretanto, a foto de Keli não aparecia no visor dos equipamentos e mais: informativo da Justiça dava conta da renúncia, mas não informava a alteração. Para o jurídico, os atos administrativos não foram corretos, já que não obedeceram aos requisitos legais, considerando que a substituição ocorreu após a preparação das urnas. Nesses casos, deve-se manter a foto do então candidato, cujos votos são computados para o substituto.