POLÍTICA

Desempenho das escolas melhora na última avaliação do Ideb

Apesar de o período avaliado ser o mesmo de adoção das apostilas do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira, secretária nega que o material tenha influência no resultado positivo

Gisele Barcelos
Publicado em 06/09/2014 às 23:08Atualizado em 17/12/2022 às 03:49
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O desempenho da rede municipal de ensino melhorou na última avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Os números divulgados ontem mostram avanço no resultado tanto das séries iniciais quanto dos anos finais do ensino fundamental.

A média das escolas municipais nas séries iniciais do ensino fundamental subiu de 5,1 em 2011 para 5,6 no último levantamento, alcançando a nota prevista apenas para 2017. Já do 6° ao 9° ano, a nota cresceu de 4,8 para 5,2 no período. O resultado era esperado apenas cinco anos adiante, segundo projeção do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Para a formatação do último Ideb foram analisados dados de 2012 e 2013, período em que os estudantes da rede municipal ainda utilizavam as apostilas do Colégio Cenecista Doutor José Ferreira. No entanto, a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, nega que a melhora do desempenho seja resultado do material didático fornecido pela escola particular. “O primeiro resultado das apostilas não foi bom [a nota caiu das séries iniciais caiu de 5,2 para 5,1 entre 2009 e 2011]. Teríamos caído no Ideb se continuássemos com o sistema”, afirma.

As apostilas foram adotadas a partir de 2011 no município, mas o contrato foi encerrado no fim do ano passado para a volta dos livros didáticos nas escolas municipais.

Silvana argumenta que o modelo não oferecia uma proposta de intervenção pedagógica em tempo real para evitar a reprovação dos alunos. Com isso, o número de reprovação e evasão chegava a 30%. O percentual, conforme a secretária, interferiria diretamente na elaboração do Ideb. “Não é apenas o conhecimento que é levado em conta na avaliação, o fluxo do estudante ano a ano pesa muito”, acrescenta.

De acordo com Silvana, o problema foi identificado em fevereiro do ano passado e no mês seguinte foi criado um programa de recuperação paralela para sanar a falha já partir do primeiro bimestre do período letivo. “Investimos R$700 mil a mais com professores para não deixar ninguém para trás”, salienta.

Além disso, a secretária cita que houve trabalho para diminuir a rotatividade dos professores para melhorar a qualidade do ensino e ainda uma intensificação da formação continuada dos profissionais da rede. “Foi um conjunto de fatores para garantir o fluxo escolar e reduzir o abandono dos estudantes”, disse, rechaçando qualquer possibilidade de retomar o uso das apostilas por causa do resultado do Ideb.

Estado. A qualidade de ensino também melhorou nas escolas estaduais em Uberaba e cumpriu a meta prevista para 2013. Nas séries iniciais, a nota subiu de 5,8 para 6. Nos anos finais do ensino fundamental, o índice cresceu de 4,4 para 4,8.

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