Desempenho da ex-presidente Dilma Rousseff como candidata ao Senado nas pesquisas eleitorais não surpreende o concorrente Rodrigo Pacheco
Jairo Chagas
Rodrigo Pacheco esteve ontem em Uberaba para se reunir com empresários e fazer campanha
Desempenho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como candidata ao Senado nas pesquisas eleitorais não surpreende o concorrente Rodrigo Pacheco (DEM). Em visita a Uberaba ontem para encontro com empresários da região, o democrata avaliou que a situação é natural porque a petista é mais conhecida por todo o eleitorado devido ao cargo anterior.
Apesar da crise política enfrentada pela ex-presidente e o desgaste do impeachment, Pacheco argumenta que o mandato passado representa uma vantagem para Dilma. “Ela tem 100% de conhecimento da população por ter sido presidente da República. É natural que o eleitor, num primeiro momento, se identifique com pessoas mais conhecidas”, pondera.
Entretanto, o candidato ao Senado pelo DEM acredita que a liderança de Dilma é reversível e outros nomes podem sair vencedores das urnas em outubro, à medida que a campanha for chegando ao fim e os eleitores conhecerem melhor as outras opções. Este ano serão escolhidos dois nomes para representar Minas Gerais no Senado. “A campanha de senador gera um interesse da população mais nos últimos da campanha. O eleitor escolhe primeiro seu presidente, governador, deputado federal e estadual, mas o senador é geralmente na última hora. Então, é perfeitamente possível que outro senador que não a presidente Dilma seja eleito”, manifesta.
Conforme pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, Dilma Rousseff (PT) tem 29% das intenções de voto em Minas. Em seguida, aparecem os nomes de Carlos Viana (PHS), com 14%, e do próprio Rodrigo Pacheco, com 13%.