A atitude vem sendo cometida em alguns municípios mineiros por conta da febre amarela
Hospital Veterinário de Uberaba recebeu um macaco com sinais de agressão por parte de humanos. De acordo com médico veterinário Cláudio Yudi, os ferimentos foram causados por pessoas e o animal não sobreviveu. A atitude vem sendo cometida em alguns municípios mineiros por conta da febre amarela. Algumas pessoas agem desta forma acreditando que o macaco é o transmissor da doença.
O macaco era da espécie bugio, que é comum na região, e foi levado ao hospital veterinário no fim da semana passada. Ele estava bastante ferido e tinha sido atacado. No momento foram levantadas três hipóteses: os machucados poderiam ter ocorrido de outros macacos, cão e ser humano. “Chegamos à conclusão que foi ataque de humano, alguém que ficou com medo por conta da febre amarela e quis matá-lo, e isso é preocupante, pois os macacos não são culpados, e sim vítimas”, revela o veterinário.
Yudi diz que o macaco estava da zona rural de Água Comprida e, conforme os exames realizados, cujos resultados foram encaminhados a Belo Horizonte, o animal não tinha febre amarela. “Aqui, na região do Triângulo Mineiro, não tivemos nenhum caso em humanos, por isso não é uma situação de emergência, apenas estamos tomando os cuidados possíveis. E, conforme solicitação do Departamento de Zoonoses, todo caso de primatas que chegar ao hospital, vamos realizar os exames, para encaminhar a Belo Horizonte e analisar se possui febre amarela. Estamos fazendo o controle”, explica.
Além deste macaco, recentemente também esteve no hospital um mico com ferimentos, mas neste caso foi por conta de um acidente. Não houve agressão e, conforme o exame, também não tinha febre amarela. “O mico já foi liberado; o macaco bugio morreu, os ferimentos eram intensos, tentamos fazer os primeiros socorros, mas teve uma parada cardíaca e veio a óbito. O cadáver está no Departamento de Zoonoses para que sejam adotadas as devidas precauções”, diz.
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