Sessão do Senado para votar a abertura do processo de impeachment da presidente entrou pela madrugada e maioria dos parlamentares se posicionou pela admissibilidade
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Senadores se revezaram na tribuna do Senado Federal durante a discussão sobre a abertura do processo de impeachment da presidente
Com a conclusão da votação sobre a abertura do processo de impeachment no Senado, a presidente Dilma Rousseff (PT) pode ser notificada e afastada temporariamente do cargo ainda hoje. O vice Michel Temer (PMDB) também precisa ser comunicado da decisão oficialmente pelo Senado para assumir o governo interinamente.
A sessão para analisar a denúncia contra a petista começou ontem, por volta de 10h, e continuou até a madrugada de hoje apenas com o pronunciamento dos senadores inscritos para fazer uso da palavra. No fechamento desta edição já eram mais de treze horas de reunião.
Ao todo, 70 senadores se inscreveram para discursar na sessão, antes da votação sobre o afastamento de Dilma. Dos 38 parlamentares que tinham se manifestado na Tribuna do Senado, 29 manifestaram apoio à saída da presidente.
Dilma acompanhou a sessão no Palácio do Planalto. A presidente deverá fazer um pronunciamento público na manhã desta quinta-feira (12) como último ato antes de seu afastamento do cargo. A previsão é uma declaração à imprensa marcada para as 10h. Depois disso, um vídeo gravado deve ser divulgado nas redes sociais.
É necessária maioria simples dos votos para abertura do processo de impeachment no Senado. Caso o plenário aprove a continuidade do processo, Dilma será afastada do cargo pelo prazo de até 180 dias para o julgamento final sobre as denúncias de crime de responsabilidade por causa das pedaladas fiscais e créditos orçamentários realizados sem autorização do Congresso.
Na tentativa de barrar o processo de impeachment, Advocacia Geral da União entrou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal. No início da sessão ontem, senadores da ala governista inclusive solicitaram a suspensão da reunião até o posicionamento da Justiça, mas o pedido foi descartado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Posteriormente, o ministro do Supremo, Teori Zavascki, negou liminar à ação que tentava anular o processo de afastamento da presidente.