Ao analisar os números do levantamento Nexus, seu diretor de pesquisa, o sociólogo Emerson Campos, considera que Uberaba terá uma eleição disputadíssima. Para ele, o cenário que se mostra no horizonte não favorece um ou outro candidato especialmente, mas aponta para alguns nomes com chances reais de alcançar a cobiçada cadeira de prefeito do município, que tem hoje 299.340 habitantes e um orçamento anual que deve ultrapassar um bilhão de reais até a posse, em 2013.
“A gente percebe que, efetivamente, seis pré-candidatos têm chances: Almir Silva, Antônio Lerin, Tony Carlos, Fahim Sawan, Paulo Piau e Marcos Montes”, disse Emerson. O único senão apontado por ele fica por conta do peemedebista e vereador Tony Carlos e do deputado federal pessedista Marcos Montes, ambos detentores dos maiores índices de rejeição detectados pela pesquisa, de 19,8% e 18,8%, respectivamente. Do grupo que está na ponta pela corrida à sucessão municipal, três são aliados do atual governo (Tony, Piau e Almir) e os demais estão na oposição e integram a base de sustentação da administração Antonio Anastasia (PSDB).
Para Emerson, a disputa será forte porque não há que se falar, hoje, que alguém já ganhou a eleição. E mais: em sua opinião, Uberaba terá um pleito apertado como nunca se viu. “Se todos os candidatos saírem, ficará difícil apostar em um ou outro. Quem passar será por diferença mínima de votos porque cada um deles tem características próprias”, acrescenta o sociólogo, que traça um perfil de cada um dos seis que despontam na pesquisa Nexus. De acordo ele, Tony tem peso político, Almir é atuante, Lerin é um nome de respeito, Fahim tem tradição, Piau é um dos deputados mais conceituados e MM é poderoso.
Emerson, contudo, entende que a eleição será polarizada, mesmo com a diversidade de candidaturas e se os partidos da situação e oposição não se coligarem no primeiro turno. Isto porque os nomes em questão representam determinados grupos que devem vir a se aliar em um eventual segundo turno.