POLÍTICA

Disputado por partidos, padre assina fichas no PSL e PMDB

A disputa por nomes representativos de classe, visando a integrá-los nas fileiras partidárias, ficou mais do que evidente ante o episódio envolvendo o padre Júnior, o PSL e o PMDB

Renata Gomide
Publicado em 11/10/2011 às 01:06Atualizado em 19/12/2022 às 21:54
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A disputa por nomes representativos de classe, visando a integrá-los nas fileiras partidárias, ficou mais do que evidente, em Uberaba, ante o episódio envolvendo o padre Júnior, o PSL e o PMDB, ambos partidos da base de sustentação do Governo do peemedebista Anderson Adauto. As duas agremiações garantem a filiação, tanto que apresentam documento comprobatório – que coincidentemente tem a mesma data de 5 de outubro –, devidamente assinado (conforme o leitor pode conferir nesta página), enquanto que o religioso afirma textualmente que não ficará em nenhuma das duas.   A notícia da chegada do padre Júnior ao PSL – conforme nota publicada na coluna De Fato, edição de domingo, 9 de outubro – causou um verdadeiro auê nos domínios do PMDB, que, através de seu secretário-geral, João Caldas, cobrou o restabelecimento do que chamou de verdade para que o povo não perca a confiança nos meios de comunicação. Contudo, o fato é que o PSL também filiou o pároco, conforme ficha apresentada pelo presidente da agremiação, o comunicador Kaká Carneiro, o Kaká do Se liga, reiterando que o convite partiu do presidente do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), José Luiz Alves.   A disputa pelo pároco levou à troca de farpas, via Facebook, entre o dirigente partidário e João Caldas, assegurando que sua filiação no PMDB foi chancelada pelo deputado federal Paulo Piau. Enquanto o peemedebista insistia em saber por que o PSL foi atrás do padre, se ele já estava filiado, Kaká argumentava que o acerto se deu entre o religioso e José Luiz, ou seja, embora da base, as legendas não se comunicam entre si.   Além disso, para ele, o importante é que todos permaneçam no mesmo grupo político, independentemente de partido, ao que o secretário-geral do PMDB retrucou, propondo uma reflexão para “não banalizar ainda mais a política e os políticos”. Em meio à disputa para ver quem consegue turbinar melhor suas agremiações, padre Júnior disse ao Jornal da Manhã que não fica em nenhum dos dois partidos, e nega ter assinado as fichas de filiação. Ele alega que não é candidato a nenhum cargo eletivo, portanto, não vê necessidade de filiar-se a uma agremiação. “Gosto de política, nunca neguei, mas não tenho interesse na vida partidária”, disse ele. O pároco da igreja de São Judas prossegue afirmando que sua função é formar lideranças para a comunidade para que sejam bons políticos, e não disputar cargo eletivo.

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