O teto do funcionalismo público em Minas é de R$ 35.462,22, porém eles receberam “vantagens eventuais”
Na folha de julho, relativa ao mês trabalhado em junho, a juíza de entrância especial Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva recebeu o valor líquido de R$ 450.070,44. Só de vantagens eventuais foram R$ 415.386,72.
Além dela, outros vencimentos chamam atenção. A desembargadora Hilda Maria Pôrto de Paula Teixeira da Costa recebeu R$ 303.096,37 de vantagens eventuais. Já o juiz de entrância especial da Vara de Execuções Fiscais e de Registros Públicos João Rodrigues dos Santos Neto teve direito a um contracheque de 174.395,78, sendo R$ 147.810,62 só de vantagens eventuais.
O teto do funcionalismo público em Minas Gerais é de R$ 35.462,22 – valor do subsídio dos desembargadores do Tribunal de Justiça. Porém, somente uma desembargadora e dois juízes de entrância especial receberam juntos, em valores líquidos, quase R$ 1 milhão.
No mês anterior, os vencimentos desses três magistrados também superaram o teto, porém foram bem menores. Com R$ 86,6 mil da verba variável, a juíza Lúcia de Fátima recebeu um contracheque de R$ 115,1 mil líquidos.
A desembargadora Hilda Maria Pôrto recebeu R$ 66,7 mil e o juiz João Rodrigues outros R$ 115,4 mil. Segundo o relatório no site da Transparência, as vantagens podem ser relativas a férias, gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos ou outros desta natureza, mas não há um detalhamento de qual foi pago a qual magistrado.
*Com informações do Estado de Minas