Em assembleia realizada na última semana, os educadores da rede municipal aprovaram com ressalvas a correção de 8,8% nos salários oferecida pela Prefeitura, mas rejeitaram o reajuste de 3,7% proposto para o tíquete-alimentação.
A categoria posicionou que o percentual representaria apenas R$15 no valor do tíquete, que passaria de R$425 para R$440. Na reunião, os educadores consideraram o índice sugerido insuficiente e deliberaram pelo retorno à mesa de negociação com o Executivo para pleitear, no mínimo, aumento de R$75 no benefício ou correção de 17,6%.
Durante a assembleia, os diretores do sindicato fizeram um amplo relato da reunião com representantes da Prefeitura ocorrida em março. Com os 8,8% a ser concedidos nos salários no próximo mês, faltariam ainda 6,8% para que o município atinja o valor proporcional do piso do magistério. A situação foi criticada pelos professores da rede municipal.
Na reunião, a categoria também criticou a redução ocorrida nos salários por conta do atraso no início do ano letivo em 2019. As aulas deveriam começar no dia 1º, mas foram remarcadas para 18 de fevereiro, e a Prefeitura decidiu não pagar as aulas excedentes dos educadores concursados.
Os educadores argumentaram que as aulas não realizadas nas duas semanas iniciais de fevereiro estão sendo repostas agora. Os sindicalistas manifestaram que acionarão a Prefeitura para cobrar a correção. "O Sindemu considera esse procedimento ilegal. Vamos acionar a PMU para corrigir a medida. O município – que criou o recesso – deveria pagar integralmente e se o educador não trabalhar o dia devido, aí deveria haver o desconto", aponta o líder sindical Bruno Ferreira.