Reunião com empresários do ramo de pedreiras, técnicos e o presidente da Câmara discutiu o problema que atinge os Jardins Eldorado e Maria Alice e o bairro Boa Vista
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A Guarda Municipal chegou a realizar blitze na região afetada, mas a solução estaria somente na criação de trajetos alternativos
Duas semanas foi o prazo que a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) deu para apresentação de alternativas para retirar o grande fluxo de caminhões que trafegam carregados com pedras por ruas e avenidas dos Jardins Eldorado e Maria Alice e bairro Boa Vista.
Elisa reuniu-se com comissão formada por engenheiros do Município, representantes das pedreiras e empresas localizadas no Jardim Eldorado. O encontro teve ainda a participação do presidente da Câmara, Ismar Marão (PSD), e do vice-prefeito, Moacyr Lopes, além de representantes do bairro e das secretarias de Serviços Urbanos e Obras e de Defesa Social.
Segundo Ismar, esse é um problema crônico do bairro, onde existem duas pedreiras e mais de oito empresas instaladas em seu interior, cujo fluxo de caminhões pela rua 15 tem trazido transtornos para os moradores e motoristas daquele local.
“Há três anos os moradores vêm protestando contra esse pesado fluxo de veículos, que danifica casas e traz transtornos e insegurança para aquela população. Até já fizeram manifestações colocando fogo em pneus e interditando as ruas”, lembrou.
Durante o encontro, a prefeita falou da necessidade de se fazer um trabalho topográfico, que deve estar pronto em uma semana, e que em duas semanas e meia sejam apresentadas as propostas. A chefe do Executivo falou ainda da necessidade de envolvimento de todos os interessados, inclusive em termos financeiros, para que efetivamente as obras necessárias possam ser concretizadas com celeridade e dividindo os custos.
O representante dos Jardins Maria Alice e Eldorado, Silvio Argondizzi Neto, disse que desde 2016 vem tentando negociar uma solução para esse escoamento.
“Acredito que, finalmente, haverá solução para a avenida Amábile Padovan Franco, onde o movimento de caminhões, a poeira, buracos e alta velocidade são uma constante”, disse.
O superintendente de Trânsito, Rodrigo Carmelito, analisou que, em que pese as constantes fiscalizações, os caminhões passam pelo bairro de madrugada trazendo transtornos e riscos.
O secretário adjunto da Secretaria de Serviços Urbanos e Obras, Pedro Arduini, que faz parte da equipe técnica, ressaltou que podem existir três alternativas para o problema e que nos próximos dias já estarão verificando “in loco” todas as possibilidades.
“Vamos nos reunir para fazermos o levantamento técnico, topográfico e de custos. Temos duas semanas e meia, a prefeita determinou, para que possamos bater o martelo”, concluiu.