POLÍTICA

Em audiência na Câmara Federal, Concebra não fala em duplicar 262

Presidente da concessionária afirmou que busca solucionar questão financeira da empresa, mas isto só será possível com captação de recursos subsidiados

Marconi Lima
Publicado em 04/07/2019 às 22:19Atualizado em 17/12/2022 às 22:13
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Divulgação

Audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara Federal sobre a situação da Concebra

Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara Federal realizou na quarta-feira (3) – não será na quarta-feira (10), como noticiado – a audiência pública para tratar da situação da concessão da BR-262. A reunião contou com a presença do deputado federal Franco Cartafina (PP). Convidado para o evento, o prefeito Paulo Piau (MDB) não esteve presente.  Durante as discussões, segundo material distribuído pela assessoria de imprensa da Câmara, a Triunfo Concebra se comprometeu apenas com uma obra e ainda não há perspectiva quanto à conclusão da duplicação do restante da rodovia, que é pedagiada. 

A insolvência da concessionária é fonte de preocupação para prefeitos, parlamentares e autoridades do setor de transportes, como destacou o deputado Léo Motta, do PSL de Minas Gerais. "O papel da Câmara é fiscalizar e é próprio da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Nós estamos fazendo nosso papel, chamamos audiência pública após algumas reuniões e não percebemos que teríamos êxito, e chamamos audiência pública para, junto com TCU, nós termos o norte do que vamos fazer a partir de agora”, disse.

A concessionária se comprometeu a construir uma passarela de pedestres no trecho do município de Nova Serrana, na BR-262. Na parte que liga Uberaba a Belo Horizonte, apenas a partir de Nova Serrana até a capital do Estado há pista dupla. Da cidade do Triângulo Mineiro até a do Centro-Oeste a pista é simples.

O presidente da Concebra rebateu as argumentações. Odenir Sanches disse que a empresa não está insolvente e que há uma tentativa de manter as rodovias em estado satisfatório. Segundo ele, a raiz do problema está numa dificuldade de financiamento do BNDES. "O pessoal, como é pedágio, todo mundo acha que você arrecada... e arrecada bastante, mas você literalmente arrecada de balde e gasta de tambor no início da concessão. Há um desequilíbrio, ou seja, você precisa de um investimento. Eu arrecadei até hoje algo em torno de um bilhão e setecentos, fiz investimento de dois bilhões e oitocentos, quase três bilhões, e essa diferença foi de aporte de capital e financiamento. No momento que eu não tenho mais financiamento, nesses primeiros cinco anos, eu não consigo fazer (...) Cada dia que passa vai ficando pior a situação né." 

Os deputados presentes à audiência salientaram que é preciso aperfeiçoar a legislação de concessão de rodovias, tendo em vista que os problemas acontecem em muitas estradas do país sob o mesmo modelo de gestão. De acordo com os parlamentares, o grande prejudicado é o cidadão, que é obrigado a pagar o pedágio e não tem uma estrada em condições de garantir bom tráfego e de evitar acidentes e perdas de vidas.

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