
Assembleia Legislativa de Minas Gerais terá audiência pública sobre demandas dos servidores estaduais da educação (Foto/Ramon Bitencourt/ALMG)
Os servidores da rede pública estadual de ensino lançam, nesta terça-feira (17/3), a campanha salarial de 2026, em meio a uma greve que teve início no dia 4 de março. Entre outras demandas, os trabalhadores solicitam um reajuste salarial de 41,83%, correspondente, segundo a categoria, às perdas de 2019 a 2025. As reivindicações serão pauta de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que acontece a partir das 10h, no Plenarinho II.
O encontro será realizado pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, a pedido da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT). Para participar, foram convidados a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise de Paula Romano, a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Sílvia Caroline Listgarten Dias, e o secretário de Educação, Rossieli Soares da Silva.
Em 2026, os servidores da educação pedem reajuste 41,83% para recuperar as perdas de 2019 a 2025, além de aplicar o reajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, de 30 de janeiro de 2026, ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica. A Portaria 82 oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.
O debate ocorre em meio ao anúncio, pelo governador Romeu Zema (Novo), de um reajuste de 5,4% para todo funcionalismo público do Estado. A medida vale para os servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado. A recomposição será paga retroativamente a 1/1/2026.
Embora esteja acima da inflação de 2025 (4,26%), o reajuste vem sendo criticado pelos servidores e pela oposição. Como noticiado por O TEMPO, sindicatos alegam que o índice não compensa perdas acumuladas em anos anteriores.
Solicitante da audiência pública, Beatriz Cerqueira concorda que a proposta teria pouco impacto diante da situação das carreiras do Estado.
“Hoje há carreiras da educação com vencimento básico abaixo do salário mínimo, o que mostra o nível de desvalorização dos servidores”, disse por meio da ALMG. “Um reajuste de 5,4% tem repercussão muito pequena na vida dos servidores, especialmente em carreiras que já enfrentam salários baixos e distorções salariais.”
Na semana passada, em entrevista exclusiva a O TEMPO, Zema disse que 5% seria o máximo de reajuste para os servidores estaduais, considerando que a situação fiscal do Estado não permitiria ampliar a folha de pagamento.
Fonte: O Tempo