De acordo com a PF, foram recolhidos nos locais documento e mídias, além dos valores em espécie em reais, euros, dólares e libras esterlinas
Foto/ Alex de Jesus/O TEMPO
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A Polícia Federal apreendeu moedas estrangeiras na casa do ex-governador Fernando Pimentel (PT), na manhã desta segunda-feira (12), durante operação que investiga o uso de caixa 2 pelo petista na campanha eleitoral de 2014. As buscas foram autorizadas pela 32ª Zona Eleitoral, em Belo Horizonte e também foram direcionadas ao escritório do político.
De acordo com a PF, foram recolhidos nos locais documento e mídias, além dos valores em espécie em reais, euros, dólares e libras esterlinas, que somam cerca de R$ 60 mil.
A operação, batizada de Monograma, é fruto de mais um desdobramento da Acrônimo, desencadeada em 2015.
A ação realizada nesta segunda-feira tem por objetivo comprovar o vínculo de Pimentel com empresas de consultoria que receberam R$ 3 milhões da empreiteira OAS, para a campanha eleitoral de 2014 para favorecer a empresa com obras no Uruguaia, enquanto era ministro.
Sobre a demora da realização desta operação, tendo em vista que a Acrônimo começou em 2015 e as fases que deram origem às ações terem ocorrido naquele ano e em 2016, a PF explica que o caso só veio para a primeira instância em junho deste ano.
Os crimes investigados nessa operação são de falsidade eleitoral e lavagem de dinheiro. Se condenado Pimentel estaria sujeito a cinco anos de prisão pelo 1º e de 3 a 10 anos pelo segundo
Em nota, a defesa do ex-governador Fernando Pimentel, criticou a nova operação da PF. "Estranhamos a medida, que se refere a fatos de 2014. E a Operação Acrônimo já adotou todas as medidas possíveis. Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que caracteriza essa busca e apreensão", informou.
*Com informações do Estado de Minas