POLÍTICA

Em Uberaba, Aécio Neves reafirma promessas para o agronegócio

Candidato à Presidência da República diz que adotará política responsável para o setor, com crédito, segurança jurídica e seguro agrícola; o candidato também criticou o governo federal

Renata Gomide
Publicado em 25/09/2014 às 00:37Atualizado em 17/12/2022 às 03:30
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Ao desembarcar ontem em Uberaba, onde cumpriu agenda de campanha, o candidato a presidente da República pela coligação “Muda Brasil”, senador Aécio Neves (PSDB), reafirmou seu compromisso com o agronegócio, um dos pilares da economia local. “Teremos uma política agrícola responsável que será estruturada no tripé crédito, segurança jurídica e seguro para estimular a produção no campo”, afirmou o tucano, declarando ainda que buscará novas tecnologias e inovação para abrir novas fronteiras para quem produz.

Ele também comentou o fato de o país não assinar o acordo da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir o desmatamento mundial até 2030, e disse que se surpreendeu. Aécio Neves voltou a afirmar que sua candidatura é a única capaz de encerrar o ciclo de governo do PT que, em sua opinião, perdeu a capacidade de gerir a economia. “O Brasil é um dos países que menos crescem; fracassou na melhoria dos indicadores sociais e de segurança; a saúde só piora; a inflação está de volta, e fracassou no que é essencial: o compromisso com a ética e a decência”, disparou.

Para Aécio, essa indignação dos brasileiros já reflete nas pesquisas, como o Ibope divulgado terça-feira (23), no qual sua candidatura foi a única a crescer nos três principais colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em Minas, segundo o instituto, Dilma Rousseff (PT) oscilou de 33% para 32%; Aécio de 29% para 31%, e Marina Silva (PSB), de 22% para 20%. Em São Paulo, Marina caiu de 38% para 32%; Dilma manteve 25%, e Aécio subiu de 15% para 19%. No Rio de Janeiro, a petista saiu de 37% para 34%; Marina oscilou de 34% para 32%, e o tucano subiu de 9% para 13%. No país como um todo, Dilma tem 38%; Marina, 29%, e Aécio, 19%.

“Quem tem condições efetivas de vencer o PT nessas eleições somos nós”, reforçou o tucano, que cumpriu agenda na cidade ao lado dos candidatos a governador e vice de Minas Gerais, respectivamente, Pimenta da Veiga (PSDB) e Dinis Pinheiro (PP), e ao Senado, Antonio Anastasia (PSDB).

Eles chegaram a Uberaba pela manhã e do aeroporto, onde foram recebidos por correligionários e apoiadores, incluindo lideranças políticas como os prefeitos de Araxá, Campo Florido, Sacramento e Pirajuba, vereadores, deputados federais e estaduais, seguiram em comboio até a praça Doutor Jorge Frange e de lá saíram em carreata até o calçadão da rua Artur Machado, para o tradicional corpo a corpo com o eleitorado.

No local, eles ainda pararam para comer pastel e tomar refrigerante, e depois seguiram de volta ao aeroporto com destino a Belo Horizonte. “Tenho muita convicção de que tanto Pimenta da Veiga, que também volta a crescer nessas pesquisas, quanto a nossa candidatura são aquelas que vão encerrar esse ciclo perverso de governo do PT. No Brasil inteiro, nós estamos vend onde o PT governou, o PT está perdendo as eleições. E nós não queremos aquilo que o Brasil não quer mais aqui em Minas Gerais”, declarou Aécio, que convocou os mineiros a refletirem sobre a possibilidade de um conterrâneo assumir a Presidência da República após 60 anos da eleição de Juscelino Kubitschek.

Ele também reforçou o compromisso com a implantação da fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba, assinalando que em um eventual governo seu irá devolver a empresa aos brasileiros.

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