Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin disse que mantém sua pré-candidatura à Presidência da República no PSDB, mas que essa discussão se dará a partir do fim do ano
Foto/Sandro Neves
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, esteve ontem em Uberaba para participar da programação da ExpoGenética
Em visita ontem a Uberaba para participar da ExpoGenética, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), desmereceu o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas que aponta o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), como a melhor opção para candidatura tucana à Presidência da República em 2018.
Divulgado esta semana, o levantamento foi feito com base em 2.802 questionários respondidos online no período de 15 a 17 de agosto. Os internautas foram perguntados quem seria o melhor candidato à Presidência da República em 2018: Alckmin ou Doria? O resultado indica o prefeito de São Paulo à frente na preferência dos entrevistados, com 40,3% das indicações. Já o governador tucano teve apenas 13,2%. Outros 41,3% disseram não ter preferência por nem um dos dois e 5,2% não souberam responder.
Questionado sobre os números, Alckmin argumentou que o levantamento não deve ser levado em consideração porque é feito apenas com base em questionários na internet e não possui a metodologia de aferição de uma pesquisa eleitoral tradicional. “Isso é [consulta] online. Não é pesquisa de fato”, alega. O pré-candidato à Presidência também declarou que o resultado não enfraquece o projeto em torno de seu nome e assegura que a pré-candidatura está mantida.
Além disso, o tucano posicionou que agora ainda não é o momento de se concentrar em pesquisas eleitorais, mas sim de trabalhar pela recuperação do país. Alckmin defende que a corrida presidencial seja discutida apenas a partir do fim do ano. Ele ressalta que a liderança do partido já acertou um calendário e a discussão sobre o nome que será apresentado acontecerá somente em dezembro. O governador também negou que exista um desgaste com Dória por causa da disputa em torno da candidatura à Presidência.
Quanto a possíveis divergências internas, Alckmin afirma que a situação é normal em grandes partidos, mas salienta que os tucanos estão unânimes no apoio às reformas propostas pelo governo federal. Entretanto, o tucano se esquivou de responder sobre a possibilidade de o PSDB deixar a base aliada de Michel Temer (PMDB), mesmo sendo questionado quatro vezes sobre o assunto em diferentes momentos da visita a Uberaba.
Apesar de bandeira do PSDB, tucano diz não defender parlamentarismo agora. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirma que não defenderá por enquanto a implantação do parlamentarismo no Brasil. A proposta foi considerada como bandeira oficial do PSDB pelo presidente nacional da sigla, senador Tasso Jereissati (CE), em pronunciamento esta semana.
Alckmin justifica que, antes de pensar o parlamentarismo, é necessário realizar uma reforma político-partidária no Brasil e não haveria tempo hábil para a discussão do projeto. “Não dá para ter parlamentarismo com 35 partidos no país. E teria que ser feita [a reforma] em setembro. Se não votar até esse mês, não vale para a próxima eleição”, justifica.
Apesar de defender o parlamentarismo, o presidente nacional do PSDB também argumentou que a mudança não seria para aplicação imediata, pois não solucionaria a crise atual. Tasso afirmou que a proposta deve ser analisada como um sistema definitivo a partir de 2022.