POLÍTICA

Empresário defende termoelétrica em área da planta de amônia no DI-3

Medida Provisória da privatização da Eletrobras prevê a implantação de termoelétricas a gás, o que viabilizaria também o gasoduto

Gisele Barcelos
Publicado em 26/06/2021 às 16:08Atualizado em 18/12/2022 às 14:58
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Foto/Arquivo

Empreendedor Antônio Neto diz que conversas estão avançadas quanto à implantação do gasoduto, mediante a possibilidade de instalação das termoelétricas

Com inclusão do Triângulo Mineiro entre as regiões beneficiadas pela MP da privatização da Eletrobras, que prevê a construção de novas termoelétricas no país, área onde seria a fábrica de amônia da Petrobras poderia abrigar uma térmica. A avaliação é do investidor Antônio Neto Marques, que vem articulando com empreendedores para viabilizar a retomada do gasoduto.

De acordo com Antônio Neto, as termoelétricas são consideradas âncoras para a construção de dutos por causa do alto consumo de gás. O projeto para atender o Triângulo estaria atrelado à implantação de três térmicas no interior do país.

Neto afirma que duas unidades seriam na região Centro-Oeste, em Brasília e Goiânia, enquanto a terceira ficaria no Triângulo Mineiro. “Nesse contexto, o terreno da planta de amônia em Uberaba teria todas as condições de receber uma termoelétrica, porque está do lado de linhas de alta tensão e de um rio”, afirma.

A proposta, inclusive, pode reforçar a solicitação de Uberaba para o Estado suspender a venda do imóvel no Distrito Industrial 3. A medida foi revindicada pela administração municipal, mas, até ontem, o anúncio do terreno ainda estava no site da empresa responsável pelos leilões do governo mineiro.

Antônio Neto adianta que as conversas sobre os empreendimentos estão avançadas com representantes da TGBC, empresa que desenvolveu o projeto do gasoduto de São Carlos e que tem investidores interessados no segmento de térmicas.

Segundo Antônio Neto, já existe uma consolidada base de investidores em torno do projeto do gasoduto. Além da própria TGBC, ele informa que empresas como a Orca Construtora e Encal estão no consórcio. Em paralelo, ele ressalta que tratativas continuam junto à Codemig e à Gasmig para integrarem o grupo. “É certeza que o gasoduto vai sair do papel por investidores que estamos capitaneando”, disse.

O empreendedor argumenta que, como o projeto do duto favorece também a região Centro-Oeste, há novas frentes empenhadas em viabilizar financeiramente o empreendimento. De acordo com Antônio Neto, o Estado de Goiás teria entre R$1 bilhão e R$2 bilhões assegurados do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste para a implantação do ramal. “Goiás está vindo com tudo e ajudando bastante, garantindo grande parte do financiamento do duto. Também vamos conversar com BDMG para ampliar”, posicionou. Privatização da Eletrobras poderá destravar projetos do setor de gás  

A Medida Provisória que privatiza a Eletrobras foi aprovada na última semana pelo Congresso Nacional e trouxe a expectativa de destravar projetos do setor de gás no Brasil, inclusive o empreendimento que atenderia o Triângulo Mineiro e a região Centro-Oeste.

Junto com a privatização da estatal, a MP estabelece regiões que serão beneficiadas para a construção de novas térmicas e o texto inclui o Triângulo na lista. Uma emenda inserida no texto determina a geração mínima durante todo o ano nas usinas beneficiadas, medida considerada necessária para viabilizar trajetos mais longos de gasoduto.

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