Profissionais relatam falta de pagamento após quatro meses de funcionamento; consórcio diz que situação está sendo normalizada
A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Uberaba divulgou nota, na noite de quinta-feira (16), manifestando preocupação com a situação enfrentada por profissionais que atuam no Samu Regional. O serviço, iniciado na segunda quinzena de dezembro do ano passado, com a presença do então governador Romeu Zema, já enfrenta relatos de atraso no pagamento de salários após cerca de quatro meses de funcionamento.
Segundo a entidade, há informações consistentes de que os profissionais ainda não receberam a remuneração, que tradicionalmente é paga até o quinto dia útil. Em reunião realizada na última quarta-feira, foi informado às equipes que não há, no momento, previsão para a regularização dos pagamentos, devido a entraves administrativos relacionados ao repasse de recursos estaduais.
A Sociedade de Medicina e Cirurgia considera a situação “inaceitável” e alerta que o problema compromete não apenas a dignidade dos trabalhadores da saúde, mas também a qualidade e a continuidade do atendimento à população. A entidade ressalta que a valorização dos profissionais passa pelo cumprimento rigoroso das obrigações contratuais, especialmente quanto à pontualidade dos salários.
Diante do cenário, a instituição cobra esclarecimentos urgentes dos gestores responsáveis e a imediata regularização dos pagamentos, com o objetivo de garantir a estabilidade do serviço e o respeito aos profissionais da linha de frente. A entidade informou ainda que seguirá acompanhando o caso e se colocou à disposição para contribuir com o diálogo institucional.
Em resposta, o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência e Emergência do Triângulo Sul (Cistrisul) informou que cerca de 70% dos servidores já receberam os salários e que o restante deve ser quitado ao longo desta semana. A administração afirma que a situação está em processo de regularização e garante que, a partir do próximo mês, não haverá novos atrasos.
O consórcio também destacou que não há confirmação de paralisação dos serviços e que mantém diálogo direto e diário com os profissionais, reforçando o compromisso com a continuidade do atendimento à população.
A denúncia de atraso salarial levou o vereador China a protocolar, na terça-feira (14), uma representação no Ministério Público contra o Cistrisul e o Município de Uberaba.