CRISE NA SAÚDE

Rombo de R$ 250 milhões escancara crise na saúde de Uberlândia

Secretário aponta modelo antigo e falta de divisão entre entes como causa do colapso financeiro

Publicado em 17/04/2026 às 08:06Atualizado em 17/04/2026 às 08:07
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De acordo com o secretário, o município enfrenta um déficit de aproximadamente R$ 250 milhões (Foto/Divulgação)

De acordo com o secretário, o município enfrenta um déficit de aproximadamente R$ 250 milhões (Foto/Divulgação)

Após uma reunião marcada por tensão na Câmara Municipal de Uberlândia, o secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima Silva, detalhou os principais fatores que, segundo ele, levaram à atual crise na pasta. No centro da discussão está o modelo de financiamento da saúde pública adotado ao longo dos anos.

De acordo com o secretário, o município enfrenta um déficit de aproximadamente R$ 250 milhões, cenário que evidencia fragilidades estruturais na forma como os recursos foram geridos.

Segundo Adenilson, a atual administração herdou um quadro financeiro crítico, resultado de um modelo que priorizava o uso de recursos próprios do município para custear atendimentos e serviços de saúde.

Esse formato, ainda segundo ele, funcionou em períodos de maior arrecadação, mas passou a apresentar falhas com a redução das receitas, comprometendo a sustentabilidade do sistema.

Como alternativa, o secretário defende a ampliação do modelo conhecido como tripartite, que prevê a divisão de responsabilidades e financiamento entre município, Estado e União. Na avaliação dele, a adesão mais ampla a esse formato poderia ter reduzido os impactos financeiros enfrentados atualmente.

Ele também destacou que medidas adotadas nos últimos anos, como a utilização de recursos estaduais que estavam parados, ajudaram a adiar o agravamento da crise, mas não resolveram o problema estrutural.

A discussão ocorre em meio a dificuldades já percebidas pela população, como filas para atendimento, demora na realização de exames e limitações operacionais na rede municipal.

Durante a reunião, vereadores cobraram explicações e soluções imediatas para os problemas, intensificando o embate político em torno da gestão da saúde.

O tema deve continuar em destaque nas próximas semanas, com pressão por respostas concretas e debates sobre o modelo de financiamento adotado no município.

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