Engrossando protestos contra o governo mineiro, entidades ruralistas de Uberaba divulgaram ontem notas de repúdio ao Estado por homenagear o presidente do MST, João Pedro Stédile, com a Medalha da Inconfidência este ano. Em paralelo às criticas, bancada oposicionista na Assembleia Legislativa tenta cancelar o ato do governador Fernando Pimentel (PT). (veja matéria ao lado)
Em nota, o presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Luiz Cláudio Paranhos, acusa Stédile de ser “antirrepublicano” e contesta a escolha do nome para receber a Medalha da Inconfidência, uma das maiores homenagens concedidas pelo governo de Minas.
Além disso, Paranhos argumenta que o líder do MST fomenta a invasão de propriedades rurais e a destruição da produção, sem respeitar as autoridades públicas vigentes. “O setor produtivo não pode ficar calado ao ver tamanha condecoração ser concedida ao chefe de um movimento que tem um histórico de desprezo ao Poder Judiciário e à Legislação do Brasil”, continua o texto de repúdio.
Na mesma linha, o Sindicato Rural de Uberaba também se manifestou publicamente contra a homenagem a Stédile. Em nota, o presidente da entidade, Romeu Borges, salienta que a Medalha da Inconfidência é a mais alta comenda concedida às personalidades que contribuíram para projetar o Estado de Minas Gerais e considera inaceitável a entrega do título ao líder do MST.
“Os militantes do MST, além de invasores de terras, promovendo a insegurança no campo, também são responsáveis pela destruição de pesquisas de várias empresas do setor agropecuário e de outros segmentos. Premiar [...] o maior líder deste movimento, que não possui sequer CNPJ, ou seja, nenhum tipo de formalização jurídica para responder sob seus crimes contra a ordem pública, é no mínimo inaceitável”, complementa o texto.
No comunicado, o presidente do Sindicato Rural alega que as ações do movimento sem-terra agridem a sociedade trabalhadora, mas sai impune por causa do apoio do governo.