POLÍTICA

Estado coloca à venda área onde seria instalada a planta de amônia em Uberaba

Medida sepulta de vez qualquer possibilidade de retomar o projeto com investidor privado, uma vez que a área de 1,1 milhão de metros quadrados conta com 4 mil metros quadrados de construções

Gisele Barcelos
Publicado em 02/06/2021 às 06:19Atualizado em 19/12/2022 às 03:21
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Área com parte da estrutura para implantação da planta de amônia no DI 3 está colocada à venda por estatal do Governo Mineiro (Foto/Arquivo)

Apesar da retomada do projeto da fábrica de amônia ter sido ventilada nos últimos anos, o terreno onde seria instalado o empreendimento foi colocado à venda. A medida sepulta de vez a possibilidade de retomar o negócio com a entrada de um investidor privado, como chegou a ser discutido em reuniões com o Estado e o governo federal.

Os interessados têm até o dia 15 de julho para enviar propostas. Pelo anúncio, o imóvel de 1,1 milhão de metros quadrados no Distrito Industrial 3 está avaliado em R$8,181 milhões.

Conforme anunciado, o terreno com mais de 4.000 metros quadrados de área construída está em uma região dotada de abastecimento de água, rede de esgoto, energia elétrica em alta e baixa tensão, iluminação pública, rede de telecomunicações, pavimentação asfáltica, transporte coletivo e serviços públicos de coleta de lixo.

A venda do terreno foi divulgada no site da MGI, estatal controlada pelo governo de Minas Gerais e vinculada à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG). A área foi devolvida pela Petrobras ao governo estadual, após a desmobilização da obra da planta em 2017.

Embora ainda defendida por lideranças políticas da cidade até o ano passado, a possibilidade de retomada da fábrica de amônia enfraqueceu desde que a Petrobras realizou leilão em 2018 para a venda dos equipamentos referentes à planta. O processo chegou a ser suspenso temporariamente por ordem judicial, mas acabou se concretizando.

A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V começou a ser instalada em 2014 pelo consórcio Toyo Setal e teria capacidade para produzir 519 mil toneladas por ano de amônia, mas as obras foram interrompidas em 2015 em meio aos escândalos de corrupção na Petrobras e dentro do processo de reestruturação de investimentos da estatal.

Pouco depois, a petrolífera decidiu retirar o projeto do plano de negócios e justificou que a decisão foi tomada por conta do alto custo de implantação e a queda na demanda por fertilizantes no país, disse a empresa na época.

Desde então, as lideranças políticas vinham trabalhando para colocar o empreendimento no pacote de projetos que teria ações vendidas pela Petrobras, o que não se concretizou. Somente os ativos da fábrica de Três Lagoas foram disponibilizados ao mercado, para a obra ser concluída por investidor privado.

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