Nova remessa de vacinas contra a Covid-19 deve chegar na próxima semana em Minas Gerais. A informação é do secretário-adjunto estadual de Saúde, Marcelo Cabral, que concedeu entrevista ontem à Rádio JM e informou que o Ministério da Saúde prevê o envio de mais um carregamento de doses no dia 24 de fevereiro.
Cabral não mencionou a quantidade que deve ser destinada para o Estado, mas posicionou que o volume de doses entregue para Minas Gerais é estabelecido pelo governo federal conforme o número de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários para imunização.
Segundo o adjunto, a perspectiva é uma aceleração da campanha a partir de março, com a chegada dos insumos para a fabricação nacional de imunizantes pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz.
Na entrevista, Cabral ainda negou morosidade na vacinação contra a Covid-19 em Minas Gerais até agora. Ele rebateu críticas sobre a demora na distribuição do imunizante para os municípios mineiros. O secretário defendeu que a logística leva em consideração questões técnicas para evitar a perda de doses.
Cabral argumenta que uma das remessas recebidas em Minas Gerais envolvia doses de dois tipos de vacinas, a CoronaVac e a AstraZeneca. Ele ressalta que as condições de refrigeração são diferentes para cada imunizante. Por isso foram necessários cuidados para o envio dos insumos para as prefeituras.
O secretário-adjunto ainda contestou a classificação de Minas Gerais em 20º lugar no ranking do Ministério da Saúde, referente à imunização contra a Covid-19. Segundo ele, a comparação não pode ser feita em números absolutos de estados menores. “Somos o Estado com mais municípios do Brasil. É um Estado do tamanho da França. O Rio de Janeiro tem cerca de 90 municípios, cerca de 10 vezes menos que Minas. É uma comparação que não cabe”, argumentou.
Além disso, Cabral manifestou que a logística em Minas Gerais está funcionando de forma adequada e não foram observados até o momento problema como o desabastecimento de vacinas, como já está ocorrendo no Rio de Janeiro. “Estamos conseguindo dar conta da campanha de imunização”, pondera.