Em visita a Uberaba ontem, o secretário estadual de Saúde, Antônio Jorge de Souza, explicou que o montante solicitado pelo município para concluir a obra excede o limite legal
Jairo Chagas
Secretário de Estado de Saúde durante visita às obras do Hospital Regional, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan, e do vice-prefeito Almir Silva Estado nega pedido de R$8 milhões para término do Hospital Regional. Em visita a Uberaba ontem, o secretário estadual de Saúde, Antônio Jorge de Souza (PSDB), explicou que o montante solicitado pelo município para concluir a obra excede o limite legal de 25% para aditivos financeiros nos contratos da administração pública. O convênio assinado em 2009 previa aplicação de R$20 milhões por parte do governo mineiro. Desta forma, o secretário justifica que R$5 milhões seria o valor máximo para o aditivo. O tucano salienta que a questão ainda será levada ao conhecimento do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB), mas assegura a liberação da verba para apoiar o término da obra. “É inequívoco a disposição e a decisão política de apoiar a conclusão do hospital. O valor não será ainda suficiente, mas com recursos adicionais do município e da União nós devemos concluir o prédio”, pondera. Além disso, na visita ontem foi retomada a proposta de abertura parcial do Hospital Regional por causa do déficit de leitos em Uberaba e região. A ideia foi lançada no ano passado pelo prefeito Anderson Adauto, mas abortada após diversas críticas. Antônio Jorge e o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), discutiram a possibilidade de colocar em funcionamento a ala de enfermaria e também os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para desafogar o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O titular da SES/MG chegou a cogitar que o serviço fosse inicialmente gerenciado pela instituição federal, funcionando como uma extensão de apoio ao HC até a conclusão total do prédio. “Temos uma crise de restrição de ofertas de leito na região. Na passagem pelo Hospital Escola, vimos muitas macas no corredor. Por isso, não só vamos a apoiar a questão financeira, mas também vamos trabalhar junto com o município nessa possibilidade de escalonarmos o serviço”, afirma. Conforme relatório divulgado em 2012 pela Secretaria Municipal de Saúde, Uberaba tem déficit de 87 leitos hospitalares. Ao considerar também a demanda dos sete municípios da microrregião que buscam atendimento nos hospitais da cidade, a defasagem sobe para 149 vagas. A situação piora na análise da macrorregião Triângulo Sul, composta por outros 26 municípios. Neste caso, o déficit é de 394 leitos. Apesar do cenário, o secretário estadual afirma estar otimista quanto à Saúde em Uberaba. A avaliação, segundo ele, se deve aos projetos em andamento. Paralelo ao HR, Antônio Jorge salienta que a Uniube prepara a inauguração do novo Hospital Universitário e a UFTM também estuda a criação de um Centro de Traumatologia (leia detalhes na matéria ao lado). Com as duas iniciativas, o tucano afirma que haverá um avanço na oferta de leitos para a região. “Em dois anos, no máximo, teremos uma grande oferta de serviços qualificados e humanizados para atender à expectativa das pessoas”, argumenta. Jairo Chagas
Antônio Jorge de Souza (PSDB), secretário estadual de Saúde, quando saía das obras do Hospital Regional, onde esteve acompanhado de várias autoridades