Presidente também comentou a repercussão das investigações do Ministério Público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro
"Se não tiver a cabeça no lugar, eu alopro", disse o presidente Jair Bolsonaro, um dia depois de atacar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), o Ministério Público (MP) carioca e a imprensa.
As declarações do chefe do executivo federal giram em torno da repercussão das investigações do MP sobre recursos não declarados de R$ 2,3 milhões envolvendo o filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido). Bolsonaro recebeu jornalistas no Palácio da Alvorada neste sábado (21).
Na sexta-feira, ao comentar as investigações, o presidente disse a um jornalista: "Você mesmo, tem uma cara de homossexual terrível". Após a repercussão negativa da declaração, ele tentou se retratar: "Sim, eu erro, não deveria ter falado".
Na conversa com os jornalistas, o presidente defendeu o controle do MP. Segundo Bolsonaro, a instituição estaria abusando na condução das investigações envolvendo o filho dele. "Então, a questão do MP. Tá sendo um abuso. É o que noto. Qual a interferência minha? Zero", disse o presidente.
Chefe de organização criminosa
O senador Flávio Bolsonaro é suspeito de ser chefe de organização criminosa que desviava dinheiro por meio de um expediente batizado de 'rachadinha', ou seja, funcionários são contratados como servidores públicos e parte do salário é repassado para o contratante, em geral parlamentares.
O episódio teria acontecido no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual pelo Rio de Janeiro, envolvendo um assessor dele, Fabrício Queiroz.
Nessa quarta-feira (18), Queiroz e ex-assessores de Flávio Bolsonaro foram alvos de busca e apreensão por meio de mandados expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro.
*Com informações Estado de Minas