Antonio Anastasia assegurou que a construção do gasoduto de Betim a Uberaba será prioridade
Jairo Chagas
Antonio Anastasia declarou que, se eleito, voltará a fazer o pagamento dos servidores no quinto dia útil
Ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) assegurou que a construção do gasoduto de Betim a Uberaba será “prioridade absoluta” do governo, caso eleito. O tucano anunciou o empreendimento antes de deixar o governo de Minas, em 2014, mas o projeto não se concretizou. Anastasia justificou que, antes de deixar o cargo de governador, a Gasmig finalizou o projeto executivo do gasoduto mineiro. No entanto, ele argumenta que o governo sucessor não deu continuidade ao empreendimento com a abertura da licitação da obra.
De acordo com o candidato a governador, a crise financeira do Estado não é um empecilho para a consolidação do duto, orçado em quase R$2 bilhões. Ele ressalta que a proposta é executar a obra por meio de parceria com a iniciativa privada. “Com recursos do Tesouro é impossível fazer, mas é perfeitamente viável que uma parceria seja feita para que a construção ocorra”, posiciona.
Questionado durante a coletiva de imprensa, o tucano afirmou que acredita em recuperação da Petrobras e a retomada do projeto da fábrica de amônia. Entretanto, ele manifestou que a implantação do gasoduto não será condicionada à fábrica. “Independentemente da planta, é imprescindível que haja gás nessa região. O gás natural servirá para a planta e para diversas outras atividades industriais. Esse gasoduto servirá indústrias de Nova Serrana, Divinópolis, Pará de Minas... até chegar aqui”, ressalta.
Além disso, sem poupar críticas ao adversário Fernando Pimentel (PT), Anastasia declarou que, se eleito, voltará a fazer o pagamento dos servidores no quinto dia útil e acabará com a retenção de repasses do Fundeb e do ICMS às prefeituras mineiras, inclusive com a promessa de negociar com os gestores municipais a quitação do débito acumulado posteriormente. Entretanto, o candidato não detalhou que medidas seriam adotadas para regularizar a situação financeira do Estado.
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