POLÍTICA

Ex-prefeito acredita que não terá problemas jurídicos para a eleição

Mesmo condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas em processo crime contra a fé pública envolvendo fraude em seleção na Saúde

Renata Gomide
Publicado em 29/09/2013 às 17:30Atualizado em 19/12/2022 às 10:51
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Mesmo condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais em processo crime contra a fé pública envolvendo fraude em seleção para a contratação de agentes da Saúde, realizada em 2006, e de atualmente estar inelegível, o ex-ministro dos Transportes e ex-prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (sem partido) já está trabalhando a região visando cimentar seu caminho rumo a um segundo mandato na Câmara dos Deputados.

A condenação por órgão colegiado – da qual ele recorre – coloca Anderson na mira da Lei da Ficha Limpa, que proíbe candidaturas de políticos nessa situação, desde que tenham cometidos crimes contra a economia popular; o meio ambiente; a fé, a administração e o patrimônio público, o sistema financeiro entre outros.

“Estou percebendo que a questão da Ficha Limpa obedece ao princípio de dolo e as coisas que aconteceram comigo não entram nesse caminho. Eu tenho ainda pelo menos oito ou nove meses para ter uma definição em última instância e acredito que esta questão estará resolvida”, disse AA, que na semana passada deu início às visitas na região, quando se encontrou com lideranças políticas de cidades no entorno de Uberaba.

Nesta relação estão antigos companheiros “marcados a dedo”, dos quais Anderson admite que ficou “um pouco” longe desde que foi eleito para o primeiro mandato de prefeito (2005-2008 e 2009-2012). Apesar do distanciamento imposto pelo exercício do cargo, AA assegura que ficou muito “animado” com a receptividade. “Deixei boas lembranças e pego um momento em que várias lideranças boas de voto não estarão na disputa”, observa, citando exemplos como dos prefeitos de Uberaba e Uberlândia, respectivamente, Paulo Piau (PMDB) e Gilmar Machado (PT) – que renunciam às cadeiras de deputado federal para serem chefes do Executivo - e o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues (PSDB).

O tucano, que está licenciado de sua cadeira na Câmara, já disse que não tentará outro mandato. Anderson, cujo currículo inclui quatro mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, legislaturas 1987 – 1991, 1991 – 1995, 1995 – 1999 e 1999 – 2003, foi eleito deputado federal em 2002. Ele assumiu o posto, mas pediu licença para exercer o cargo de ministro. De volta à Câmara no ano seguinte, renunciou à cadeira para ser prefeito de Uberaba.

Ele diz que pretende dedicar seu mandato aos problemas macro do País e para isso, se unir ao grupo de pouco mais de 100 parlamentares.

“Tenho eleitorado em Uberaba, não sei quantificar, mas ele existe”, diz Anderson, observando ainda que se a atual Administração Municipal chegar perto do que fez [à frente da Prefeitura], ainda terá mais votos. Pelas suas contas, considerando a composição de dois chapões em Minas, um dos aliados do PT e outro do grupo que sustenta do Governo do PSDB, para eleger um deputado federal, serão necessários de 90 mil a 100 mil votos.

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