Piau acrescenta que buscará posicionamento da Codemig sobre a proposta de venda dos ativos da fábrica de amônia
Foto/Jairo Chagas
Prefeito Paulo Piau comemora o início da venda de unidades de fertilizantes, mas se preocupa com a não-inclusão da de Uberaba no processo
O prefeito Paulo Piau (PMDB) comemora o início da venda de projetos na área de fertilizantes pela Petrobras, mas considera preocupante a decisão de disponibilizar apenas as fábricas de Araucária, no Paraná, e de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, para o mercado investidor (conforme matéria acima).
Desde o ano passado, o chefe do Executivo e outras lideranças políticas se mobilizaram para solicitar que a fábrica em Uberaba fosse inserida no pacote juntamente com os ativos das outras unidades de fertilizantes da Petrobras. De acordo com ele, a venda global tornaria o empreendimento mais atrativo para os investidores privados.
Conforme o comunicado publicado ontem pela Petrobras, a solicitação de Piau não foi atendida. “É um sinal positivo a Petrobras realmente vender esse ativo na área de fertilizantes. Tem quase dois anos que a decisão está tomada pela diretoria e agora efetivamente começa a ir. O lado preocupante é que sugerimos um pacote de desinvestimentos na área de fertilizantes, que englobasse no mesmo negócio a unidade de Laranjeiras, no Nordeste; Camaçari, na Bahia, Araucária, no Paraná; e as duas UFN. Essa era nossa expectativa”, analisa.
Piau acrescenta que buscará posicionamento da Codemig sobre a proposta de venda dos ativos da fábrica de amônia em Uberaba para a iniciativa privada. Ele lembra que a companhia já apresentou uma oferta direta e objetiva à Petrobras, mas não houve resposta.
Segundo o prefeito, uma posição sobre o negócio e a retomada da obra precisam ser dadas pelo presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco. Coincidentemente, o dirigente da companhia deverá desembarcar esta semana em Uberaba. Castello Branco é esperado na quinta-feira (14) para receber título de cidadania uberabense da Câmara Municipal.