Pecuaristas alegaram que as determinações poderiam favorecer apenas produtores de vacinas
Apresentar atestado de vacina contra as doenças brucelose e tuberculose no gado. Essa é uma das recentes determinações da União e do Estado que preocupam criadores. A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) já discutiu esse assunto e marcou uma nova data para dar prosseguimento ao debate. A reunião está agendada para a próxima terça-feira (5). Na primeira etapa de discussões sobre o tema, criadores de gado manifestaram preocupações com recentes normas editadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
Em linhas gerais, ambas determinações estabelecem que, para participar de leilões, os criadores de gado devem apresentar comprovação de vacinação e de exames negativos de brucelose e tuberculose. O IMA determinou, por exemplo, que para leilões de gado leiteiro será exigida comprovação de vacinação contra as duas enfermidades em vacas com idade inferior a dois anos.
Os pecuaristas alegaram na primeira audiência que as determinações poderiam favorecer apenas laboratórios produtores de vacinas. A categoria ainda ressalta que a comercialização de gado poderá ocorrer diretamente entre o vendedor e comprador, sem a necessidade de leilões. Ainda na primeira audiência, o IMA assegurou que as novas normas vão trazer benefícios econômicos e irá proteger compradores de gado em tais eventos, que terão garantias de animais saudáveis.
O deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB) e outros deputados presentes na última discussão sobre o assunto afirmaram que as preocupações com as condições sanitárias do gado são legítimas, porém, se excessivas, elas podem prejudicar os produtores.