DISPUTA ELEITORAL

Zema critica reajuste do Bolsa Família e chama medida de oportunismo

Candidato à Presidência afirma ser favorável à correção do benefício, mas questiona o momento do anúncio; governo diz que aumento recompõe perdas causadas pela inflação

Publicado em 18/09/2026 às 14:45
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O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal e classificou como “oportunismo” a decisão de elevar os valores do programa a poucas semanas das eleições.

Em entrevista à Itatiaia nesta sexta-feira (18), Zema afirmou que é favorável à atualização do benefício, mas questionou o período escolhido para a medida.

“Esse momento pré-eleitoral é um oportunismo”, afirmou o candidato.

Benefício mínimo sobe para R$ 691

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família.

Com a atualização, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a correção recompõe a inflação medida pelo INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 13.120.

Os novos valores serão considerados na folha de outubro e começarão a ser disponibilizados aos beneficiários a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

Governo diz que medida recompõe inflação

O governo federal afirma que o reajuste representa uma recomposição das perdas inflacionárias e não a criação de um novo benefício.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também sustenta que a atualização não amplia o número de famílias atendidas pelo programa.

O reajuste terá impacto fiscal estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026. Para 2027, o custo adicional previsto é de aproximadamente R$ 22 bilhões.

Crítica ocorre em período eleitoral

A declaração de Zema ocorre durante a campanha para as eleições de 2026. O primeiro turno está previsto para outubro, e o reajuste anunciado pelo governo passará a valer antes da votação.

Além de questionar o momento do anúncio, Zema defendeu mudanças no funcionamento do Bolsa Família e afirmou que o programa deveria priorizar determinados grupos e estimular a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho.

A crítica do candidato é uma avaliação política sobre a oportunidade da medida. Já o governo apresenta o reajuste como uma correção dos valores pela inflação acumulada desde a reformulação do programa em 2023.

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