Extinção do Ministério da Cultura foi criticada pela presidente da Fundação Cultural em Uberaba, Sumayra de Oliveira (PCdoB)
Extinção do Ministério da Cultura foi criticada pela presidente da Fundação Cultural em Uberaba, Sumayra de Oliveira (PCdoB). A medida faz parte reestruturação administrativa proposta pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), prevendo que a pasta da Cultura seja incorporada ao Ministério da Educação a partir de agora. O peemedebista assumiu oficialmente o governo ontem e já anunciou nova equipe com 21 ministérios.
Nas redes sociais, Sumayra contestou a mudança e argumentou que a fusão poderia prejudicar projetos em andamento no município. “Uberaba está entre as nove cidades brasileiras aprovadas no edital de fortalecimento dos Pontos de Cultura. Uma vitória sem precedente! Mas, para quem enviamos um e-mail? Com quem falamos? Como ficarão os Pontos de Cultura e as demais ações?”, questionou.
Além disso, a presidente da Fundação e líder do PCdoB em Uberaba afirma que a extinção do Ministério da Cultura representará o abandono de diversos segmentos culturais e também um retrocesso para o país. “Fechar esse ministério é abandonar a cultura tradicional indígena, quilombola, dos povos de terreiro, de matrizes africanas, do Circo e das diversas manifestações. Seria abandonar os artistas, fazedores e pesquisadores de Teatro, Dança, Artes Visuais, Cinema”, diz o texto.
Sumayra ainda defendeu que o Ministério da Cultura era o único espaço onde os trabalhadores do setor artístico podem apresentar pautas. Com isso, ela classificou como conservadora a decisão de fundir a pasta ao Ministério da Educação e ainda criticou a ausência de mulheres na nova equipe apresentada por Temer.
Após assumir presidência interina ontem, Temer fez o primeiro pronunciamento oficial no fim do dia e empossou os 21 novos ministros. A equipe conta com nomes do próprio PMDB, do PSDB, do PSD, do PR, do PRB, do PPS, do PSB, do PP, do DEM e do PV.