O ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão Ferreira, confirmou em entrevista ao Jornal da Manhã que já se considera oficialmente pré-candidato a vice-governador de Minas Gerais em uma eventual chapa liderada pelo senador Cleitinho (Republicanos) nas eleições de 2026. Em passagem por Uberaba ontem, Falcão afirmou que o projeto político que está sendo construído busca fortalecer o interior do estado e descentralizar as decisões políticas.
Segundo ele, a experiência na presidência da AMM ampliou sua visão sobre as dificuldades enfrentadas pelas cidades mineiras. “Depois que assumi esse desafio na AMM, a gente percebe que, por mais que cada região seja diferente, o sentimento é o mesmo. Nós estamos aqui dependendo da capital, esperando a nossa rodovia, esperando o nosso hospital”, afirmou.
Falcão defendeu que Minas Gerais precisa abandonar a lógica de decisões concentradas em Belo Horizonte. Para ele, os governos estaduais historicamente priorizam a capital em detrimento das demandas regionais. “Não vejo outra maneira de construir um projeto para Minas Gerais se não for descentralizando as ações e as agendas. Não é através de Belo Horizonte que você vai contemplar o Triângulo Mineiro, o Alto Paranaíba ou o Norte de Minas”, disse.
O pré-candidato destacou ainda que o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba possuem peso econômico que não se converte em força política proporcional. “A nossa região é a que mais gera empregos hoje em Minas Gerais, produz riqueza e impostos. Esse protagonismo econômico precisa se transformar em protagonismo político”, declarou.
Na avaliação de Falcão, as maiores demandas do estado atualmente estão ligadas à saúde pública e à infraestrutura rodoviária. Ele criticou o modelo de concessões implantado em algumas rodovias mineiras e afirmou que a população não aceita pagar pedágios altos sem melhorias efetivas nas estradas. “A privatização faz sentido quando melhora a vida da população, quando ela traz benefício em forma de obra. O que preocupa é cobrar caro e não entregar duplicações, terceiras faixas e melhorias estruturais”, afirmou.
Falcão disse ainda que pretende percorrer todas as regiões mineiras nos próximos meses para ampliar o diálogo político e ouvir lideranças locais. “Se eles não enxergam o interior como merecedor de uma candidatura, que a gente organize a nossa própria candidatura e vá para a luta”, concluiu.