Pais contestavam a demora para a chamada dos pacientes e também questionavam a restrição no número de fichas
Atendimento no Hospital da Criança voltou a ser alvo de reclamações ontem. Pais contestavam a demora para a chamada dos pacientes e também questionavam a restrição no número de fichas disponibilizadas no período vespertino, já que no início da tarde houve a informação que só seriam distribuídas mais senhas a partir de 19h.
A vice-diretora do Hospital da Criança, Jussara Silva Lima, afirma que houve um movimento maior ontem porque a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Parque do Mirante estava sem pediatras. Além disso, ela explica que muitas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ainda não têm o especialista no quadro, o que gera mais demanda para o hospital. A médica reforça que a instituição é uma colaboradora dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e existe uma estratificação no atendimento. Nesse contexto, o Hospital da Criança deveria se responsabilizar somente da Atenção Secundária, enquanto as demandas primárias ficariam por conta da rede municipal e as de maior complexidade para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. No entanto, a vice-diretora salienta que a regulação não vem sendo obedecida e todos os casos referentes ao público infantil deságuam no HC, inclusive por conta das lacunas existentes nas unidades de saúde do município. “Ficou só nós para o atendimento da população inteira, seja para atenção primária, secundária ou terciária. Os pacientes se dirigem direto para o hospital porque temos resolubilidade e uma equipe competente, mas chegou num ponto que vamos implodir. Está muito sobrecarregado”, pondera. Desta forma, Jussara ressalta que acordo foi firmado com o Ministério Público para a triagem dos casos encaminhados ao Hospital, restringindo a um número de 40 atendimentos por turno. “É uma medida para oferecer uma prestação de serviço saudável e de qualidade. Somos um colaborador da Prefeitura. Não temos condição de abarcar todos os atendimentos”, finaliza.