Falta de acessibilidade nos locais de votação foi uma das reclamações que chegaram até a reportagem do Jornal da Manhã neste domingo de eleições.
A corretora de seguros, Leila Mendes Porto, disse que costuma levar alguns idosos para votar – apesar de que pessoas com idade acima de 70 anos não serem obrigadas a participar das eleições –, muitos fazem questão de exercer esse direito enquanto cidadãos.
Leila conta que na escola estadual Abadia se deparou com uma dificuldade: o local não dispunha de uma cadeira de rodas para o transporte de pessoas com problemas de locomoção. “Tive que contar com a ajuda de alguns amigos que fizeram uma ‘cadeira humana’ e levaram a idosa até sua seção para votar”, explicou. “Uma pessoa que quer ser cidadã e não dão a ela o direito de exercer seu direito. A mídia é o único jeito que temos de fazer com que situações como esta chegam às autoridades competentes”, ressaltou.
Para a corretora de seguros, o Tribunal Regional Eleitoral deveria disponibilizar cadeiras de rodas para facilitar o acesso de eleitores com dificuldades de locomoção às seções de votação. Ainda sobre o problema envolvendo acessibilidade, Leila contou que na escola Rubem Alves também se deparou com tais dificuldades. “Corredores estreitos e escadarias que dificultam o acesso das pessoas”, acrescentou.
Ao questionar funcionário designado pela Justiça Eleitoral, foi surpreendida por ele que apresentou a ela um formulário para identificação do eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, documento que ela garante, não tinha conhecimento. “Mas, não entendi como funciona. Vou procurar mais informações sobre como é feito este cadastro”, afirmou.
De acordo com informações obtidas pela reportagem em pesquisa aos sites da Justiça Eleitoral, o documento foi confeccionado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), segundo maior colégio eleitoral do país, para tentar levantar um número mais próximo de deficientes ou portadores de necessidades especiais no Estado e, assim, facilitar o acesso desses eleitores nas próximas eleições. Para que a iniciativa dê certo, os mesários foram orientados a identificar essas pessoas e convidá-las a preencher o formulário, voluntariamente.
Segundo dados do TRE, o número de seções especiais, apropriadas a receber eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, em Minas Gerais, aumentou 20% em relação ao que foi oferecido em 2012, passando de 2.056 para 2.392. Os cidadãos que declaram a deficiência têm o direito de transferir o local de votação para um de fácil acesso.