POLÍTICA

Familiares do secretário Fahim seriam fantasmas na Assembleia

Familiares do secretário municipal de Saúde e ex-deputado estadual Fahim Sawan (sem partido) estariam atuando como funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Minas

Gisele Barcelos
Publicado em 23/02/2013 às 01:01Atualizado em 19/12/2022 às 14:33
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Familiares do secretário municipal de Saúde e ex-deputado estadual Fahim Sawan (sem partido) estariam atuando como funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg), conforme denúncia encaminhada ao Jornal da Manhã. Ocupantes de cargos de confiança na Assembleia, D.G.V.B. e L.G.M. desempenham atividades profissionais em empresas particulares de Uberaba.

Como não foi possível localizar os dois funcionários envolvidos para esclarecimentos, a reportagem preservará os nomes apresentados na denúncia. D.G.V.B. foi nomeado para o cargo em comissão de assistente legislativo I, estando lotado no gabinete da liderança do Bloco da Transparência. O salário seria em torno de R$7 mil. A nomeação foi publicada no dia 27 de março de 2012 no Diário do Legislativo.

Apesar da função ocupada na Assembleia, D.G.V.B. trabalha de segunda a sexta-feira em duas empresas particulares da cidade. A situação foi comprovada pela reportagem por meio de contato telefônico. O atendente informou até mesmo os horários em que o profissional poderia ser encontrado na empresa.

Já L.G.M. tem nomeação para o cargo de auxiliar de serviços de gabinete II e era lotado no gabinete dos deputados, conforme publicação do dia 30 de abril de 2011 no Diário Legislativo da Alemg. Mesmo com a jornada diária de oito horas na Assembleia, ele também prestava serviços em empresa da cidade durante a semana.

A Assembleia Legislativa foi acionada, por meio da assessoria de imprensa, para esclarecer a situação e posicionou somente que, mediante os questionamentos da reportagem, os dois funcionários estariam exonerados a partir de sexta-feira (22).

O secretário também foi ouvido, através da assessoria dele, e comunicou que tinha conhecimento tanto dos cargos ocupados pelos familiares na Assembleia quanto da atuação profissional dos dois em várias empresas de Uberaba, mas assegurou que não há irregularidade porque os dois apenas prestam serviço como autônomos na iniciativa privada. Segundo Fahim, a lei não permitiria que houvesse a nomeação em dois órgãos públicos. “Assembleia é mineira, não exclusiva de Belo Horizonte. Ou seja, de todo Estado. Agora, se Assembleia entendeu que o trabalho deles em Uberaba não é condizente, este é o posicionamento da Casa”, observa.

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