O ex-governador mineiro é investigado pela Operação Acrônimo
O ex-governador Fernando Pimentel (PT) se tornou réu em ação penal em que é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro em benefício próprio nas eleições de 2014. A ação tramitava no Superior Tribunal de Justiça e foi remetida para a Justiça Eleitoral de Minas Gerais. Este é o quinto processo envolvendo Pimentel a descer de instância, após o fim do foro privilegiado – a decisão segue o entendimento do próprio STJ em restringir o foro privilegiado a governadores e conselheiros do Tribunal de Contas.
Em maio, o Ministério Público Federal denunciou o petista por falsidade ideológica. Pimentel é suspeito de omitir receitas e despesas na prestação de contas de sua campanha ao governo mineiro em 2014, o chamado “caixa 2”. Esta foi a quarta denúncia de Pimentel no âmbito da Operação Acrônimo.
Segundo as investigações, os crimes ocorreram quanto Pimentel era ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços no governo de Dilma Rousseff. Além dele, outras quatro pessoas são acusadas na ação, por suposto envolvimento em emissão de notas fiscais falsas para lavar dinheiro de propina. A defesa de Fernando Pimentel disse que só vai se manifestar nos autos.
Fernando Pimentel é acusado de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores e de ter recebido "vantagens indevidas" do proprietário dessa gráfica, o empresário Benedito Oliveira, conhecido como Bené. Segundo as investigações policiais, a campanha do ex-governador recebeu verba irregular do instituto de pesquisa.
Em delação premiada, Bené disse que Pimentel cobrou R$ 5 milhões em propina do grupo JHSF, responsável pelo aeroporto Catarina, em São Roque, na Região Metropolitana de São Paulo. O valor teria sido usado como compensação pelo lobby que Pimentel fez para que o grupo pudesse operar no aeroporto.