Não faltaram críticas ontem na Câmara quanto à decisão da Cohagra de reabrir inscrições para o programa do governo
Não faltaram críticas ontem na Câmara quanto à decisão da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande de reabrir as inscrições para o programa Minha Casa Minha Vida, o que levou centenas de pessoas a se aglomerarem em uma fila quilométrica na região. Para o presidente da Casa, Luiz Dutra (PDT), o que se vê hoje na Cohagra, “salvo melhor juízo, é propaganda eleitoral extemporânea. Começa-se um pleito antes da época; Papai Noel só tem que acontecer em dezembro e eleição só em outubro”, bradou o pedetista, que presidiu a autarquia no primeiro mandato do prefeito Anderson Adauto (PMDB).
As críticas de Dutra têm como alvo o atual presidente da Cohagra, Samir Cecílio Filho, que é pré-candidato do PR à sucessão municipal. Para ele, é covardia iludir as pessoas, pois são mais de quatro mil inscritos e outros 10 mil devem se cadastrar agora, enquanto serão erguidas apenas três mil residências. “Espero que o prefeito Anderson Adauto possa tomar medidas em relação à presidência da Cohagra, que desde a minha saída não faz um loteamento público”, bradou.
Marcelo Borjão (DEM) diz esperar que essas inscrições sejam validadas, ao que Almir Silva (PR) sugeriu a abertura de pontos de inscrição em outros locais que não apenas a Cohagra. O também republicano Chiquinho da Zoonoses tachou de desumana a situação na porta da autarquia, para a qual deu nota zero ante o ocorrido.