Também marcaram presença no evento evangélico o ministro do Supremo André Mendonça e o advogado geral da União, Jorge Messias, rejeitado para o STF

O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que "o mal vai ser expulso do governo do Brasil" e que o país vive uma "guerra espiritual" (Foto: Alex de Jesus | O TEMPO)
BRASÍLIA – Políticos, em sua maioria de direita, marcaram presença na 34ª edição da Marcha para Jesus, nesta quinta-feira (4/5), dia de Corpus Christi, em São Paulo, em busca de visibilidade e votos em ano de eleições gerais.
Em cima de carros de som, eles acompanharam a caminhada que saiu do centro da cidade e terminou em Santana, na zona norte.
Entre outros, participaram do evento o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ele esteve ao lado do governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB).
De cima do principal trio elétrico, Flávio Bolsonaro disse ao microfone que “o mundo e o Brasil estão passando por uma grande guerra espiritual” e que estava no evento para recarregar as energias e “orar pelas famílias do país”.
“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil nesse ano. Em nome do senhor Jesus, amém”, declarou.
“Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, disse o senador a jornalistas antes de subir no trio elétrico. Ele não participou do evento nos anos anteriores.
O pré-candidato a presidente se recusou a responder perguntas de jornalistas, como a respeito do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil após a visita dele a Donald Trump.
Já Tarcísio cantou ao lado do apóstolo Estevam Hernandes Filho, da igreja Renascer em Cristo. “A gente não pode se conformar em seguir padrões, a gente precisa transformar nossa vida e pensamento. Quem veio aqui buscar uma graça? São Paulo é do senhor Jesus. Coisas sobrenaturais acontecerão”, disse o governador.
Também foram à marcha os pré-candidatos ao Senado por São Paulo, deputados André do Prado (PL), e Guilherme Derrite (PP), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e o advogado geral da União, Jorge Messias, ambos evangélicos.
Messias afirmou à transmissão do evento que “a mesa de Jesus é para judeus e gentios”, afirmando que até Judas se sentou na mesa de Cristo, sem segregação.
Além do percurso religioso, o evento teve shows de artistas da música gospel. Com o tema “Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”, trecho da carta de Filipenses, capítulo 2, versículo 10, a edição de 2026 reuniu milhões de pessoas nas ruas da capital paulista.
Segundo os organizadores, mais de 26 mil caravanas se inscreveram para participar do evento, o maior número já registrado pela Marcha para Jesus.
A programação também contou com participantes de diversos países, entre eles Estados Unidos, México, Israel, África do Sul, Portugal, Venezuela, Colômbia e Argentina. (Com Folhapress e Estadão Conteúdo)
Fonte: O Tempo