TERRORISTAS

Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump para classificar Comando Vermelho e PCC como terroristas

Enquanto pré-candidato à presidência, Flávio agiu na contramão do presidente Lula (PT), que encontrou Trump e apresentou plano para asfixiar facções

Lara Alves/O Tempo
Publicado em 27/05/2026 às 09:45
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26/5) (Foto/Reprodução/Redes Sociais)

O pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao presidente Donald Trump que o governo dos Estados Unidos classifique o Comando Vermelho (CVV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. Em visita à Casa Branca nesta terça-feira (26/5), Flávio contrapôs o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, no último 7 de maio, apresentou ao norte-americano as ações brasileiras para asfixiar as facções.

"Pedi ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras", afirmou Flávio após o encontro. A classificação dessas facções como terroristas pelos Estados Unidos é uma preocupação para o governo Lula. A mudança poderia implicar em sanções e até ações militares estrangeiras. No encontro em maio, o petista disse não ter tratado explicitamente da designação, mas declarou ter indicado o plano brasileiro contra os criminosos.

À imprensa, Flávio leu uma nota citando, ainda, outros temas abordados no encontro, que, segundo ele, durou 1h40. As terras raras também entraram no cardápio da conversa, como indicou o senador. "Somos a única alternativa real à China para um mundo livre. Sob meu governo haverá parceria estratégica de longo prazo nesse setor com investimento protegido e reindustrialização compartilhada entre os dois países", pontuou. A declaração também segue na contramão do que aprovou a Câmara dos Deputados sobre o tema.

Em 6 de maio, os deputados decidiram pela aprovação do PL dos minerais críticos. A proposta marcou a posição dos parlamentares diante das investidas do capital estrangeiro para extração nas terras raras brasileiras. A intenção é garantir que o Brasil não seja apenas um exportador de matéria-prima e também assegurar que um ou outro país, especialmente China e Estados Unidos, não detenham o monopólio da extração em território brasileiro.

Ainda segundo Flávio, o presidente Trump perguntou a ele sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demonstrou preocupação, o que o senador classificou como um "gesto humano". Participaram também do encontro o principal articulador da oposição no exterior, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), e o blogueiro Paulo Figueiredo. Os dois contribuíram para que o encontro acontecesse; conforme Flávio, o convite para a reunião partiu do norte-americano.

A visita à Casa Branca foi costurada como reação à crise de confiança que ele enfrenta diante das revelações sobre o elo entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, implicado no escândalo da fraude financeira do Banco Master. A intenção é minimizar o impacto das mensagens trocadas entre eles e da visita de Flávio a Vorcaro após a prisão do banqueiro pela Polícia Federal (PF).

O partido de Bolsonaro também aposta no encontro com Trump para fortalecer a imagem do candidato como a única opção da direita no Brasil e consolidá-lo, no cenário internacional, como o herdeiro do espólio político do pai diante de outros líderes conservadores. O presidente Trump não se manifestou após a reunião.

Fonte: O Tempo

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