Casas de candomblé e umbanda de Uberaba continuam a ser inventariadas pela Fundação Cultural de Uberaba (FCU). Será realizado o Inventário de Proteção do Acervo Cultural, conhecido como Ipac, de 16 casas. Durante reunião nesta terça-feira (15), a lista foi apresentada ao Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau), que foi favorável à realização da ação de proteção e preservação.
O projeto foi iniciado em 2016 pela Seção Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Sempac) para valorizar e preservar as religiões de matrizes afro-brasileiras. Desde então, 20 casas já foram inventariadas e reconhecidas como patrimônio histórico cultural.
Agora, o objetivo é catalogar e ter uma estimativa da quantidade de espaço voltado para o candomblé e a umbanda em Uberaba, priorizando os espaços mais antigos e tradicionais.
O coordenador do projeto, o historiador Gustavo Vaz, do Sempac, explicou o processo. “Fazemos a ficha de inventário com todos os dados históricos da casa e remetemos ao Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), seguindo as instruções de deliberação normativa das políticas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Depois, é feito o dossiê para o registro como patrimônio histórico cultural. Esse plano do Ipac se estende entre 2021 e 2022”.
Confira a lista das casas de matrizes africanas que serão inventariadas: Nzo Ria Kavungo, Ilê Asé Tobi Oju Obáladê, N’zo Kingongo Oxi, Ilê Àse Tobi Ógún Koyadé, Ilê Alaketu Óluwo Afe, Ilê Alaketu Egbe Omo Ode, Ilê Ase Tobi Labi Omim, Tenda de Umbanda de Luz Caboclo Cobra Coral, Tenda de Umbanda Zé Pilintra, Centro Espírita Pai João de Aruanda, Casa Espírita Reino de Oxalá, Tenda de Umbanda Morada dos Orixás, Yle Ase Oluwa Awon Ewebe, Ilé Asé Kabiecile Elégbò, Ilê Asé Odé Miradê e Centro de Umbanda Quinca Flor de Moçambique.