POLÍTICA

Futuro presidente da CMU quer votar aumento de cadeiras em 2015

Candidato único à presidência da CMU, vereador Luiz Dutra é contrário à votação ainda este ano do aumento no número de cadeiras na Casa

Renata Gomide
Publicado em 11/10/2014 às 23:04Atualizado em 17/12/2022 às 03:17
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Candidato único à presidência da Câmara de Uberaba para o biênio 2015/2016, o vereador Luiz Dutra (SD) é contrário à votação ainda este ano do aumento no número de cadeiras na Casa. Considerando a população atual, 318.813 habitantes, o município poderá ter até 23 representantes no Legislativo. Atualmente são 14.

Dutra avalia ser mais oportuno tratar desse tema em plenário a partir de maio do ano que vem. Ele observa que o processo eleitoral ainda está em curso e não se sabe quem vencerá o pleito nesse segundo turno ou mesmo quais partidos apoiarão os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT). O vereador, porém, diz que esta é sua opinião, que está com a maioria e fará o que a maioria decidir. O presidente da Câmara, vereador Elmar Goulart (SD), já disse em várias oportunidades que gostaria de votar o aumento das cadeiras ainda no seu mandato à frente da Mesa Diretora.

Em 2012 a Casa rejeitou, em segundo turno, a emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) que previa a ampliação de 14 para 21 vereadores. À época o Legislativo era presidido por Luiz Dutra que, junto com Marcelo Borjão (DEM), Jorge Ferreira (PMN), Samuel Pereira (PR), Chiquinho da Zoonoses (PR), Afrânio de Lara Resende (PP) e Itamar Ribeiro (DEM), votou contra a proposição.

O que se comentou após o resultado da sessão foi que os vereadores não queriam reduzir o número de assessores e a verba de gabinete para adequar as contas da Casa, cujo duodécimo caiu de 6% do orçamento para 5% após a população ultrapassar 300 mil habitantes, conforme norma legal. Oficialmente a justificativa para a manutenção do número de cadeiras foi que a opinião pública estava contra o aumento, que traria mais despesas ao Legislativo.

Questionado pelo Jornal da Manhã se ainda é contra a medida, Dutra disse que é favor desde que seja um processo democrático onde todos possam participar e ter igualdade de condições na disputa. “O que não dá é ficar fazendo arranjos que prejudicam uns e beneficiam outros. Dentro do processo político o que se tem são os jogos de interesses, mas penso diferente”, encerrou.

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