Gerente do projeto Água Viva junto ao Banco Mundial, Juliana Garrido disse ontem ao Jornal da Manhã que não há uma previsão de retorno
Gerente do projeto Água Viva junto ao Banco Mundial, Juliana Garrido disse ontem ao Jornal da Manhã que não há uma previsão de retorno quanto à proposta de prorrogação do contrato com o Município para a finalização das obras de macrodrenagem e instalação de interceptores da avenida Santos Dumont. Ela, porém, considera que a resposta – que virá tanto da instituição quanto do governo federal – sairá antes de 31 de dezembro, prazo final do contrato.
Para pedir essa dilatação em um ano na vigência contratual, o prefeito de Uberaba alegou que as obras e os recursos para o Água Viva foram ampliados. Segundo Juliana, a ideia original do projeto não trazia o detalhamento das ações. Passados alguns anos entre sua concepção e a execução efetiva, e a inclusão dos devidos pormenores, como a definição orçamentária e mais: considerando a variação da inflação no período, a valorização do real, entre outros fatores, notou-se que os recursos inicialmente previstos não seriam suficientes para tocar as obras, observa.
“A Prefeitura correu atrás para complementar os recursos junto ao governo federal e várias outras fontes, e pode executar as atividades originalmente previstas no projeto”, acrescentou Juliana, destacando que o empréstimo firmado entre o Município e o Bird não sofreu alteração no período, sendo de US$17,27 milhões. O que aumentou foi o valor em contrapartida que a Prefeitura conseguiu dar para executar todas as atividades planejadas, concluiu.
De acordo com informações da PMU, até 31 de setembro deste ano foram desembolsados US$16,4 milhões, o equivalente a 95% do valor contratado, sendo o saldo em caixa de US$1,27 milhão. Ainda segundo a Prefeitura, os recursos de contrapartida para finalizar as atividades já estão assegurados no orçamento do Município para o exercício de 2013, na Caixa Econômica Federal e no Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento.
Na avaliação do presidente do Codau, José Luiz Alves, a atual administração teve a coragem e a ousadia para desenvolver obras então adiadas e ao mesmo tempo tão solicitadas pela população. “Nós resolvemos encarar o problema e vamos deixar um legado”, assegurou.