POLÍTICA

Gestão pode reduzir pela metade volume de lixo despejado no aterro

A expectativa é de que entre 50% e 55% do que hoje vai para o aterro seja destinado à planta industrial para a geração de energia elétrica

Gisele Barcelos
Publicado em 03/09/2019 às 22:56Atualizado em 17/12/2022 às 23:57
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Lúcio Castellano

Gestores municipais participaram ontem de apresentação do coordenador geral do Ministério do Desenvolvimento Regional, Silvano Silvério Costa

Com PPP para gestão regional de resíduos sólidos, volume de lixo despejado no aterro sanitário de Uberaba deve ser reduzido pela metade da quantidade atual. A análise foi feita pelo coordenador geral do Ministério de Desenvolvimento Regional, Silvano Silvério Costa, que participou ontem da audiência para apresentar a proposta de trabalho em elaboração.

O representante do ministério posicionou que, com o plano regional e a consolidação da PPP para a gestão dos resíduos sólidos, parte do lixo será remanejado para a planta industrial, que fará a geração de energia a partir dos resíduos. “A nossa meta é desviar de 55% a 50% do que hoje vai para o aterro sanitário. Queremos recuperar resíduos por meio da reciclagem e com processo de tratamento de resíduos que possa ter geração de energia”, pondera.

Costa afirma que o modelo deverá funcionar como uma concessão ou PPP, com duração pelo prazo de 30 anos. Segundo ele, a consultoria técnica responsável pela estruturação do projeto ainda apresentará a tecnologia mais adequada para o tratamento dos resíduos. “Provavelmente, será uma planta sofisticada de biodigestão”, salienta.

Na reunião ontem foi apresentada a proposta de trabalho para a formatação do plano microrregional de gerenciamento dos resíduos sólidos, que é a primeira etapa a ser vencida para avançar na PPP regional destinada à implantação da usina de tratamento de lixo.

De acordo com o consultor Manuel Fernando Mota, foi realizado um primeiro levantamento da situação dos municípios e ontem foi divulgada a proposta de trabalho para formatar o plano de microrregional de resíduos sólidos.

Segundo Mota, agora serão feitos estudos ambientais, jurídicos, de engenharia e financeiros para dar andamento ao processo. Mota afirma que diversas capacitações serão realizadas nos próximos quatro meses para definir a versão final do plano, que deve ser apresentada em audiência pública ainda este ano. “Só posso ter uma futura concessão ou PPP com o plano de gestão regional de resíduos aprovado”, salienta. 

A previsão é de que o edital da PPP regional dos resíduos sólidos seja lançado em meados do próximo ano. Caso o cronograma seja cumprido, a planta de tratamento de resíduos pode estar pronta a partir de 2021.

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