Para ele, dentro da proposta, a indicação de Rodrigo Mateus seria mais do que oportuna pois já demonstrou sua competência no Procon
Em meio à celeuma que se formou em torno da nomeação de Rodrigo Mateus para a presidência da Fundação Cultural, uma das maiores lideranças culturais da cidade, o empresário Gilberto Rezende sai em sua defesa. Para ele, desde a elaboração do Estatuto da FC, do qual participou junto com amigos interessados nos valores culturais da cidade, como Edson Prata, em época alguma havia preocupação com referência ao presidente ou diretor administrativo da entidade, uma vez que a obrigação de formular a política cultural da Fundação era do Conselho Deliberativo.
No início deste ano, o empresário enviou correspondência ao prefeito Anderson Adauto sugerindo ações culturais, bem como expondo sua convicção de que somente através de um Conselho Deliberativo, bem representativo, poderia dar-se uma nova roupagem à Fundação.
Criada no final do governo de Silvério Cartafina, Gilberto lembra que a FC fez história no governo de Wagner do Nascimento, com a criação do Circo do Povo, Museu Paleontológico, Museu Sacro, Museu de História, Escola de Viola e diversas outras iniciativas voltadas para a nossa cultura.
De acordo com Gilberto Rezende, o governo de Luiz Neto também foi pródigo em realizações, pois graças à iniciativa do então vereador Gilberto Caixeta, a Câmara Municipal de Uberaba aprovou a lei de incentivo fiscal municipal, que, enquanto durou, propiciou um grande incremento nas realizações culturais.
Cita, ainda, o Jornal da Manhã, “que, além de parceiro na divulgação destas manifestações, contribuiu com seu pessoal para colaborar, como Jorge Nabut, primeiro diretor administrativo no governo Wagner, e Lídia Prata, como presidente na gestão de Luiz Neto”.
Para ele, foi um período marcante, que ficou nos anais da história de nossa cultura, através de nomes como o de Lídia Prata, Maria Antonieta Borges, João Batista, Rosana Prata e Virginia Abdala. “Neste período, o Conselho Deliberativo, sempre composto por pessoas ligadas à nossa diversidade cultural, como Erwin Puhler, Marcelo Palmério, José Soares Bilharinho, Olga Frange, Lélia Bruno, Beethoven Teixeira, Antonio Carlos Marques, Heloisa Rotelli, Iraídes Madeira, Arahilda Gomes, Beth Dorça, Guido Bilharinho, Luza Andrade, Mário Salvador, Miriam Freire e muitos outros, deu sua contribuição, gratuitamente, na preservação do nosso patrimônio cultural ao longo de muitos anos”, afirma Gilberto.
Diante disso, Rezende defende a retomada do Conselho Consultivo, lembrando que não importa a qualificação profissional do presidente, mas a sua competência na execução da programação cultural aprovada por seus integrantes.
Mais que isso, Gilberto garante que a cultura de Uberaba terá oportunidade, no futuro, de agradecer esta escolha de AA. Para ele, dentro da proposta, a indicação de Rodrigo Mateus seria mais do que oportuna, pois já demonstrou sua competência e suas qualidades como administrador do Procon.